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Economia

Mercosul e União Europeia assinam acordo comercial histórico após 25 anos de negociações

Cerimônia em Assunção reuniu líderes dos dois blocos e destacou o papel do Brasil na conclusão do tratado

Mercosul e União Europeia assinam acordo comercial histórico após 25 anos de negociações

Depois de mais de duas décadas de tratativas, o Mercosul e a União Europeia formalizaram, neste sábado (17), um acordo comercial considerado histórico, em Assunção, no Paraguai.

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A parceria cria uma das maiores zonas de livre comércio do mundo e pode ter impactos diretos na economia brasileira, inclusive com a possibilidade de redução de preços de alguns produtos importados.

Cerimônia reúne líderes dos dois blocos e relembra o protagonismo brasileiro

De acordo com a matéria do Uol, estiveram presentes os presidentes Yamandú Orsi (Uruguai), Javier Milei (Argentina), Rodrigo Paz (Bolívia), Santiago Peña (Paraguai) e José Raúl Mulino (Panamá), além do ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira. Pelo lado europeu, participaram Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e António Costa, presidente do Conselho Europeu.

Embora tenha sido um dos principais defensores do acordo ao longo dos anos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não participou presencialmente do evento. No entanto, durante seu discurso, Santiago Peña destacou a importância do brasileiro no avanço das negociações. Segundo o presidente paraguaio, “sem ele, não haveria acordo”.

O presidente uruguaio, Yamandú Orsi, também mencionou Lula, assim como o presidente do Conselho Europeu, António Costa, que enviou um abraço ao petista durante seu discurso.

Mensagem ao mundo e defesa do multilateralismo

Durante sua fala, Ursula von der Leyen afirmou que o tratado envia uma mensagem clara à comunidade internacional. A dirigente europeia ressaltou a escolha pelo comércio justo em vez do isolamento econômico.

“Buscamos um comércio justo ao invés de tarifas”, afirmou, ao destacar a parceria produtiva entre Europa e América do Sul.

Esse é só o começo

Apesar da assinatura, o tratado ainda não entra em vigor automaticamente. Segundo a matéria da BBC Brasil, o texto precisará ser ratificado pelos parlamentos dos países envolvidos, processo que pode enfrentar resistência política e resultar em ajustes na configuração final do acordo.

As negociações só avançaram no fim de 2025 após o Parlamento Europeu aprovar salvaguardas para proteger produtos agrícolas europeus. Esses mecanismos, defendidos especialmente pela França, permitem à União Europeia suspender temporariamente benefícios tarifários em determinadas situações, como no caso de importações agrícolas do Mercosul.

Governo brasileiro divulga nota após assinatura

Após a formalização do tratado, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) do Brasil divulgou uma nota oficial comentando a assinatura do acordo.

No comunicado, foi destacaso que o tratado prevê acesso preferencial do Mercosul ao mercado europeu, que reúne cerca de 450 milhões de pessoas e representa aproximadamente 15% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.

Por que Lula não esteve na assinatura?

Segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo e pelo G1, o governo brasileiro avaliou inicialmente que o evento deveria contar apenas com representantes das chancelarias. A presença de chefes de Estado ocorreu por iniciativa do presidente paraguaio, que atualmente preside o Mercosul.

Para mais informações sobre o tratado firmado, consulte o Manual do Acordo de Parceria Mercosul–União Europeia.

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