O governo brasileiro avalia que o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, assinado no último sábado (17), deve gerar um incremento de 0,34% no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. Em valores absolutos, o impacto estimado corresponde a R$ 37 bilhões. Os números foram divulgados pelo Executivo após a cerimônia de assinatura realizada em Assunção, no Paraguai.
De acordo com a simulação apresentada, o pacto comercial também tende a estimular os investimentos no país, com alta prevista de 0,76%, o equivalente a R$ 13,6 bilhões. Além disso, o estudo aponta uma redução média de 0,56% nos preços ao consumidor e um avanço de 0,42% nos salários reais, refletindo ganhos de eficiência e maior competitividade da economia brasileira.
Comércio exterior deve ganhar tração
No que diz respeito ao comércio internacional, o acordo deve impulsionar tanto importações quanto exportações, destaca a CNN. A projeção indica crescimento de 2,46% nas importações, o que representa cerca de R$ 42,1 bilhões, enquanto as exportações totais devem avançar 2,65%, somando R$ 52,1 bilhões adicionais.
O governo destaca que as estimativas se baseiam em um modelo de simulação de equilíbrio geral dinâmico recursivo, conhecido como GTAP-RD. Os cálculos consideram o ano-base de 2023, enquanto os efeitos percentuais projetados têm como horizonte o ano de 2044, refletindo os impactos de longo prazo da abertura comercial.
Outros acordos ampliam ganhos econômicos
O Executivo também incorporou projeções do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), que avalia os efeitos combinados dos acordos firmados pelo Mercosul com Singapura, a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) e a União Europeia. Segundo a pasta, o conjunto dessas iniciativas pode acrescentar R$ 67,6 bilhões ao PIB brasileiro e elevar os investimentos em R$ 25,3 bilhões, além de contribuir para a queda dos preços ao consumidor.
Ainda conforme o MDIC, a soma dos três acordos deve resultar em um aumento de R$ 76,6 bilhões nas exportações, superando levemente o crescimento previsto das importações, estimado em R$ 72,6 bilhões.

