Em meio às ameaças dos Estados Unidos de impor tarifas adicionais a países europeus que não colaborarem com o plano do presidente americano, Donald Trump, de anexar a Groenlândia, a União Europeia avalia se “armar” da chamada “bazuca comercial” contra os EUA.
Segundo o g1, o republicano afirmou que, caso não apoiassem seu plano para assumir o território dinamarquês, produtos importados da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia serão taxados em 10% a partir de fevereiro, subindo para 25% em junho, até que a ilha seja vendida.
Os governos dos países afetados agora avaliam uma resposta comercial à altura. O presidente da França, Emmanuel Macron, solicitou aos demais líderes da União Europeia (UE) a ativação do Instrumento contra a Coerção Econômica (ACI, na sigla em inglês).
O que é a “bazuca econômica” da UE?
A ACI foi aprovada pelo grupo em 2023, considerando seu uso em ações comerciais abusivas dos EUA.
O objetivo principal é dissuadir outras nações de exercerem “medidas coercivas” contra os interesses da UE, o que permitiria aplicar medidas de retaliação.
Entre as sanções que poderiam ser aplicadas pela ACI, estão a imposição de tarifas mais altas, licenças de importação ou exportação, restrições comerciais ou de serviços ou até mesmo diminuição do investimento estrangeiro e licitações públicas.
Ainda segundo o g1, caso a medida seja autorizada, os 27 Estados-membros da UE aplicariam sanções econômicas aos EUA.
No entanto, os líderes europeus já expressaram que devem seguir para o uso da ACI somente após o esgotamento das vias de diálogo e diplomacia.
Por que Trump quer anexar a Groenlândia?
O interesse dos EUA na ilha começou ainda no século XIX, quando os EUA comprou o Alasca dos russos. A ilha fica entre os EUA e a Rússia, um espaço estratégico para ampliar movimentos de segurança.
Além disso, sua posição traz novas rotas marítimas importantes do Ártico, que os EUA desejam monitorar.
A Groenlândia possui posição estratégica do ponto de vista geopolítico, visto que está entre os EUA e Europa, além de ser um rico ambiente para recursos naturais como petróleo, gás e terras raras.

