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Economia

Banco Master admite ao BC falha sobre garantias ligadas à Reag em empréstimos sob investigação da PF

Autoridades identificaram inconsistências em operações financeiras, com indícios de ganhos artificiais

Banco Master admite ao BC falha sobre garantias ligadas à Reag em empréstimos sob investigação da PF

O Banco Master informou ao Banco Central que não possuía dados sobre os fundos usados como garantia em operações de crédito estruturadas pela gestora Reag. As transações passaram a ser analisadas por órgãos de controle e também são alvo de inquérito da Polícia Federal por suspeita de irregularidades. Segundo O Globo, as duas instituições, que acabaram liquidadas pelo regulador, negam qualquer prática ilegal.

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As apurações buscam esclarecer se empréstimos eram concedidos a empresas que deixavam de pagar parcelas, o que resultaria em receitas apenas contábeis. De acordo com os investigadores, os prazos iniciais de pagamento eram prorrogados repetidamente, sem registro de quitação de juros ou amortizações.

Outro ponto sob análise é o fluxo dos recursos. A investigação aponta que valores liberados pelo banco eram rapidamente transferidos para fundos administrados pela Reag, que apresentavam desempenho elevado sem respaldo econômico. Em seguida, o dinheiro retornava à própria instituição financeira por meio de aplicações.

Falta de controle e alertas do Banco Central

Ao examinar esse percurso financeiro, o Banco Central solicitou ao Master informações sobre os mecanismos de acompanhamento dos projetos financiados e dos montantes já liberados. A resposta foi que esses dados não estavam disponíveis internamente e que seria necessário obtê-los junto à gestora.

O posicionamento gerou preocupação no órgão regulador. Em relatório, o BC destacou que o banco deveria receber, a cada 30 dias, informes detalhados sobre as garantias dos empréstimos. Para a autoridade monetária, essa conduta “evidencia a falta de adequado acompanhamento das operações estruturadas (empréstimos) por parte do Banco Master”.

Em documento encaminhado ao Ministério Público Federal, o BC reforçou que as operações analisadas indicavam uma “reavaliação indevida de ativos, que permitiu aos fundos de investimento auferir rentabilidade extraordinária”.

Movimentações rápidas e caso emblemático

Entre os episódios citados, está um empréstimo de R$ 459 milhões concedido à Brain Realty Consultoria e Participações Imobiliárias, empresa comandada por uma ex-funcionária da Reag. Pouco depois do recebimento, quase todo o valor foi direcionado a um fundo criado semanas antes, com patrimônio inicial reduzido.

A sequência de transferências ocorreu em curto espaço de tempo. Os recursos passaram por diferentes fundos ligados à gestora e foram usados para quitar parte da compra de títulos, retornando ao sistema financeiro de forma indireta.

As informações reunidas integram o conjunto de elementos que sustentam as investigações em curso, enquanto os órgãos competentes analisam responsabilidades e eventuais impactos para o mercado.

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