Publicidade
Economia

Fictor entra no radar da CVM após questionamentos sobre oferta de investimentos

Entidade do setor questiona contratos oferecidos a investidores e aponta atrasos em repasses financeiros

Fictor entra no radar da CVM após questionamentos sobre oferta de investimentos

A Comissão de Valores Mobiliários avalia a atuação da Fictor, instituição financeira com negócios nas áreas de alimentos, infraestrutura e finanças, após um pedido formal de análise feito por representantes do mercado. A empresa passou a ser questionada por prometer retornos acima do padrão e por atrasar pagamentos a clientes que aplicaram recursos em determinados contratos.

Publicidade

De acordo com O Globo, o pedido foi apresentado pela Associação Brasileira de Assessores de Investimento, que reúne cerca de 150 escritórios e aproximadamente 10 mil profissionais no país. A entidade solicita que o órgão regulador investigue possíveis irregularidades na oferta de contratos de Sociedade em Conta de Participação e na forma como a Fictor opera no mercado de capitais.

A movimentação ocorre depois de a instituição ter participado de uma proposta para aquisição do Banco Master, em parceria com investidores árabes, e de ter ampliado sua visibilidade por meio do patrocínio ao clube de futebol Palmeiras.

Promessas de retorno acima do mercado

De acordo com informações citadas no pedido encaminhado à CVM, os contratos oferecidos pela Fictor indicam ganhos mensais entre 2% e 3%, podendo chegar a até 18% ao ano. Esse patamar é superior ao observado em aplicações tradicionais de renda fixa.

No mercado financeiro, produtos como Certificados de Depósito Bancário costumam render, em média, cerca de 1% ao mês, o que corresponde a aproximadamente 12% ao ano. A taxa Selic, que serve de referência para diversas aplicações, está atualmente em 15% ao ano.

Ainda segundo a associação, clientes que investiram nesses contratos enfrentam atrasos nos pagamentos desde o fim do ano passado, o que reforçou a decisão de levar o caso ao órgão regulador. O objetivo do pedido é que a CVM avalie se houve oferta pública irregular de valores mobiliários e se a atuação da empresa respeita as normas do mercado.

Siga O Brasilianista