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Geopolítica

O que é “bazuca comercial”, mecanismo que União Europeia pode usar contra tarifas de Trump?

O presidente norte-americano impôs taxa de 10% para países que levassem tropas armadas para a Groenlândia

O que é “bazuca comercial”, mecanismo que União Europeia pode usar contra tarifas de Trump?

A União Europeia pode contar com um instrumento para proteger e conter as ações dos Estados Unidos relacionadas à tentativa de anexação da Groenlândia. A França enviou ao bloco um pedido formal para que analise o mecanismo chamado de “bazuca comercial”, que serve como uma ferramenta de Coersão Econômica.

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Diante disso, o mecanismo de “bazuca comercial”, criado em 2023, permite que a União Europeia imponha sanções contra países que utilizem medidas econômicas consideradas ilegítimas para influenciar decisões políticas do bloco. Segundo informações do Uol, o mecanismo ainda não havia sido utilizado.

Como funciona o instrumento

Isso significa que a Europa poderá nos próximos dias adotar uma série de retaliações comerciais contra os Estados Unidos. As ações podem envolver restrições comerciais, limitações a investimentos e uma série de outras medidas comerciais.

O intuito das medidas é fazer com que o presidente norte-americano volte atrás nas sanções e amenizar efeitos colaterais das taxações. De acordo com o ministro delegado para a Europa da França, Benjamin Haddad, o bloco tem ferramentas de proteção.

“Somos 450 milhões de pessoas, um importante ator econômico: temos ferramentas para nos proteger. O instrumento anticoerção nos permite retaliar quando um país nos ameaça: limitando o acesso aos nossos mercados, taxando serviços digitais ou suspendendo contratos públicos”, afirmou o ministro.

Tentativa de anexação

No último final de semana, o presidente norte-americano, Donald Trump, impôs taxa de 10% para países da Europa que levassem tropas armadas para o território da Groenlândia. Os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) haviam se juntado na Operação Arctic Endurance, para apoiar o país localizado em uma ilha.

O presidente dos EUA iniciou as suas ameaças contra a Groenlândia desde seu primeiro mandato, em 2017. Contudo, o norte-americano intensificou as suas ações na tentativa de anexação do país no último mês, em que chegou a afirmar que se fosse necessário usaria forças militares para conquistar a região, que pertence de forma independente à Dinamarca.

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