O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, na última terça-feira (20), que o Conselho de Paz criado por seu governo teria condições de assumir funções hoje desempenhadas pela Organização das Nações Unidas. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, em meio a críticas diretas à atuação da entidade internacional.
Trump avaliou que a ONU falhou ao longo dos anos na missão de solucionar conflitos armados. Segundo ele, a organização não conseguiu corresponder às expectativas criadas desde sua fundação, mesmo dispondo de estrutura e influência globais, segundo a CNN Brasil.
Durante o encontro com jornalistas, o presidente destacou que não recorreu à ONU em negociações conduzidas por seu governo. Ele afirmou: “A ONU simplesmente não tem sido muito útil. Sou um grande fã do potencial da ONU, mas ela nunca esteve à altura do seu potencial”.
Trump reforçou o argumento ao comparar iniciativas próprias com ações da entidade internacional. “A ONU deveria ter resolvido todas as guerras que eu resolvi. Eu nunca recorri a eles, nunca sequer pensei em recorrer”, declarou.
Conselho surge em meio a negociações no Oriente Médio
O Conselho de Paz mencionado por Trump foi instituído no contexto de um acordo que resultou no encerramento da guerra entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza. A iniciativa faz parte da estratégia do governo americano de ampliar sua influência em negociações internacionais.
Nos últimos dias, convites foram enviados a diferentes chefes de Estado para integrar o novo painel. Entre eles está o presidente da Rússia, Vladimir Putin, o que ampliou a repercussão política da proposta.
A resposta internacional, no entanto, não foi uniforme. O presidente da França, Emmanuel Macron, informou que não participará do conselho, apontando dúvidas sobre o alcance e as atribuições do grupo.
ONU reage e descarta perda de espaço
Representantes das Nações Unidas reagiram às declarações do presidente americano. O principal responsável humanitário da organização, Tom Fletcher, afirmou que o novo conselho não substituirá a ONU.
Em entrevista à CNN, Fletcher disse: “Está claro para mim, e para meus colegas também, que as Nações Unidas não vão a lugar nenhum”. A fala sinaliza resistência interna à ideia de que o conselho proposto por Trump possa ocupar o papel central da entidade no cenário internacional.

