Em busca de suprir os investidores prejudicados com a fraude e liquidação do Banco Master, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) deve antecipar a cobrança de cinco anos de seus associados. As informações são do Broadcast Estadão, divulgadas pelo Money Times.
O objetivo é garantir liquidez para os clientes que solicitarem seus recursos imediatamente. Com risco de não ter reserva suficiente, o FGC considera pedir uma contribuição extraordinária mensal das instituições que o financiam.
Segundo o Banco Central, o fundo garante recursos depositados em bancos múltiplos, bancos comerciais, bancos de investimento, bancos de desenvolvimento, sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades de crédito imobiliário, companhias hipotecárias, associações de poupança e empréstimo e Caixa Econômica Federal.
Esse montante é destinado a clientes dessas companhias financeiras em caso de falência ou liquidação, com o limite de até R$ 250 mil por instituição, ou por conglomerado, limitados a R$1 milhão a cada quatro anos.
No entanto, a decisão do FGC em antecipar as cobranças ainda não é definitiva. O órgão aguarda terminar os pagamentos das garantias.
FGC pode não ter reserva suficiente para se manter
O retorno de aproximadamente R$ 47 bilhões aos investidores do Master representa quase 40% da liquidez que o FCG tinha em junho de 2025, de R$ 121,128 bilhões. As informações ainda são do Broadcast.
O pagamento de cerca de R$ 40,6 bilhões em depósitos do Banco Master já começou e os interessados podem realizar a solicitação. Com a liquidação do Will Bank, parte do grupo Master, o FGC deve garantir mais cerca de R$ 6,3 bilhões aos prejudicados.
O fundo pode cobrar antecipadamente de 12 a 60 contribuições mensais, o equivalente a até 5 anos de contribuições, toda vez que for necessário para cumprir suas obrigações.
Porém, caso essa medida seja confirmada, o fluxo de caixa do FGC passaria um período equivalente sem receber qualquer recurso, comprometendo os segurados futuramente.

