Donald Trump oficializou, nesta quinta-feira (22), a criação do Conselho de Paz, iniciativa apresentada durante uma cerimônia em Davos. A proposta, anunciada pelo presidente dos Estados Unidos como um novo fórum internacional, já nasce em meio a resistências de parceiros tradicionais do país.
Apesar do envio de dezenas de convites, parte dos aliados optou por não aderir ou ainda não se posicionou. As negativas e hesitações expõem divergências diplomáticas e levantam dúvidas sobre a viabilidade e o alcance do novo grupo.
Durante o evento, Trump demonstrou confiança no projeto e afirmou que o Conselho de Paz funciona “maravilhosamente bem” e reúne um “ótimo grupo de pessoas”.
Resistências e críticas ao formato do conselho
Países que rejeitaram o convite alegaram preocupações jurídicas e políticas. Um dos principais pontos citados é o possível conflito do conselho com a Carta da ONU, documento que orienta a atuação internacional em temas de segurança e resolução de conflitos.
Outro fator de desconforto é a composição do grupo. A presença do presidente russo, Vladimir Putin, foi mencionada como motivo de ressalva por algumas nações, especialmente em meio às tensões geopolíticas atuais.
A França destacou que a carta constitutiva do Conselho de Paz não segue uma resolução das Nações Unidas voltada à guerra na Faixa de Gaza, conflito que teria sido apontado inicialmente como foco central da iniciativa. Noruega, Suécia, Eslovênia e França confirmaram a recusa ao convite.
Brasil adia resposta e grupo reúne países do Oriente Médio
O Brasil ainda não deu uma resposta definitiva. Segundo apuração de Isabel Mega, analista de Política da CNN Brasil, o governo brasileiro avalia o cenário sem pressa e mantém análises internas antes de qualquer decisão.
Enquanto isso, outros países já confirmaram participação. A lista de nações que aceitaram o convite inclui Argentina, Arábia Saudita, Catar, Egito e Israel, sinalizando uma adesão concentrada em regiões diretamente envolvidas em disputas diplomáticas e de segurança.

