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Economia

5 fatores para ficar de olho para saber se um banco é seguro antes de investir

Há alguns indicadores que conseguem mostrar se uma instituição é saudável

5 fatores para ficar de olho para saber se um banco é seguro antes de investir

Com a liquidação extrajudicial do Will Bank na última quarta-feira (21), muitos clientes ficaram perdidos em relação ao dinheiro que estava investido na instituição financeira.

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Apesar da garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), ele se prepara para um retorno de aproximadamente R$ 47 bilhões, o que representa quase 40% da liquidez que o FCG tinha em junho de 2025, de R$ 121,128 bilhões. A data dos pagamentos também está indeterminada e deverá seguir o limite de R$ 250 mil.

Em cenários como esse, é possível se perguntar quais fatores indicam que um banco é seguro para investir e evitar complicações.

Especialistas entrevistados pelo portal R7 revelaram alguns pontos relevantes antes de abrir uma conta em um banco novo.

5 fatores para identificar um banco seguro

1. Índice de Basileia

Esse indicador mede a relação entre o capital próprio do banco e o dinheiro exposto. Ou seja, o quanto de dinheiro a instituição reinveste e quanto está disponível imediatamente.

Segundo os especialistas, o Banco Central do Brasil exige um mínimo de 10,5% para esse índice, mas um nível seguro seria no patamar acima de 15%.

2. Análise de crédito

Agências de classificação de risco, como S&P, Moody’s e Fitch, trazem avaliações constantes para saber se uma instituição consegue pagar suas dívidas.

Uma nota, ou rating, alto (AAA ou AA) indica um risco de crédito — ou seja, a possibilidade do banco não pagar suas dívidas — significativamente baixo.

3. Frequência de lucros

Os bancos divulgam a cada trimestre um relatório chamado balanço financeiro, que estrutura todas as movimentações que a instituição realizou.

Nessa análise, identificar lucros consistentes ao longo dos anos indica gestão segura e menos riscos de falência ou liquidação.

4. Retorno de investimentos

Quando for investir, além de avaliar os títulos disponíveis e se possuem garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), é importante notar o retorno estimado da aplicação.

Em geral, taxas muito altas em relação ao mercado, como 150% do CDI para um CDB, costumam trazer maiores riscos. Os especialistas comentaram que essa é uma estratégia de bancos com pouco capital para atrair montantes de forma mais rápida.

5. Conhecer riscos e perfil do investidor

É importante lembrar que os riscos sempre vão existir, na renda fixa ou variável, e em qualquer instituição financeira. No entanto, ao conferir as informações relevantes sobre a credibilidade da empresa, é possível ter mais segurança de onde o dinheiro está sendo alocado.

Ainda, conhecer bem o seu perfil do investidor trará opções mais compatíveis com a sua relação com segurança e dinheiro.

Veja mais desdobramentos do caso Master e Will Bank nas redes sociais do O Brasilianista