Na última sexta-feira (23), o especialista em cibersegurança, Jeremiah Fowler, apresentou à empresa ExpressVPN, um banco de dados com 149 milhões de senhas livres na internet.
O material tem informações sigilosas de usuários de plataformas digitais como Gmail, Facebook, Instagram, Yahoo, sistema gov.br e entre outros.
O arquivo tem cerca de 96 GB de dados brutos e entre as informações estavam endereços de e-mail, nomes de usuários e senhas obtidas de vítimas em diversos países. As informações foram contadas no G1.
Banco de dados desconhecido
O portal procurou o Google que disse ter conhecimentos dos relatos sobre um conjunto de dados de diversos usuário, incluindo que fazem parte das contas do Gmail.
A empresa também disse que o material é uma junção de logins coletados por meio de malwares do tipo infostealer, que extraem dados de dispositivos pessoais, reunidos ao longo do tempo.
Fowler não informou como teve acesso ao banco de dados e nem onde o conteúdo estava armazenado. Segundo ele, também não foi possível identificar os responsáveis pela criação da lista, o que motivou o alerta ao provedor de hospedagem.
Além disso, o provedor disse que o sistema era administrado por uma empresa subsidiária, com operação independente. Após um mês de tentativas de contato o banco de dados, foi retirado do ar.
Número de contas de e-mails mencionadas
No levantamento há cerca de 48 milhões de e-mails vinculados ao Gmail, 4 milhões ao Yahoo, 1,5 milhão ao Outlook, 900 mil ao iCloud e 1,4 milhão com domínio “.edu”. A lista também inclui registros de redes sociais e serviços digitais como:
- Facebook – 17 milhões
- Instagram – 6,5 milhões
- Netflix – 3,4 milhões
- TikTok – 780 mil
- Binance – 420 mil
- OnlyFans 100 mil
Outras plataformas afetadas
Jeremiah disse ter identificado senhas associadas a domínios “.gov”, utilizados por governos de diferentes países. Um dos registros estaria ligado ao gov.br, sistema de serviços públicos do Brasil.
Há também, segundo ele, muitos dados de plataformas de streaming como Netflix, HBO Max, Disney Plus e entre outros. Além de serviços como o Roblox e instituições financeiras, corretoras de investimento e plataformas de criptomoedas.
Não há informações se o banco de dados foi utilizado para práticas criminosas ou se para pesquisas. O G1 entrou em contato com o governo federal e com as empresas citadas.
A Apple, responsável pelo iCloud, disse que não vai falar sobre o assunto. As demais plataformas também não se manifestaram.

