O caso Master chegou na visibilidade internacional após uma reportagem do jornal The Economist analisar como as investigações e desdobramentos influenciam o eleitorado em 2026. As informações são do Money Times.
Para o periódico, o escândalo da instituição financeira expôs relações entre políticos e grandes nomes do sistema financeiro com o dono do banco, Daniel Vorcaro. De acordo com a matéria, essas conexões “prejudicaram a reputação do Supremo Tribunal Federal e do Congresso brasileiro”.
O texto aponta a aproximação do membro do Tribunal de Contas da União, Jhonatan de Jesus, e do ex-ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, no caso, além de pontuar como o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, atuou no processo de tentativa da aquisição do Master pelo Banco de Brasília (BRB).
As relações com o STF são as mais destacadas, com a menção do contrato de US$ 24 milhões entre o Master e um escritório de advocacia comandado pela esposa do ministro Alexandre de Moraes. Segundo o The Economist, “a vagueza do contrato e os valores elevados envolvidos ‘não são normais’ para os padrões brasileiros”.
Ainda assim, o maior beneficiado do caso, para o jornal, é o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que “resistiu às pressões”, indicando que a autoridade monetária teria conquistado novos direitos de regulações.
O STF retoma nesta segunda-feira (26) os depoimentos do inquérito que investiga as fraudes do Banco Master. Serão oito oitivas entre hoje e esta terça (27).
O Banco Master é investigado por uma fraude estimada em R$ 12 bilhões realizada por meio de vendas de títulos financeiros e cartas de crédito sem lastro, além de pedidos de aumento de capital sem fundamento com o lucro das empresas.

