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Justiça

Depoimentos no caso Banco Master podem definir se a investigação segue no STF

Os depoimentos serão divididos em duas partes, dos oito investigados, quatro serão escutados hoje e os outros na terça-feira (27)

Depoimentos no caso Banco Master podem definir se a investigação segue no STF

Nesta segunda-feira (26), a Polícia Federal (PF) começa a semana escutando os oito investigados sobre as possíveis irregularidades na tentativa de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).

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Como informa O Brasilianista os depoimentos vão acontecer presencialmente e por meio de videoconferência na sede do Supremo Tribunal Federal (STF). Os depoimentos serão divididos em duas etapas. Quatro desses investigados serão ouvidos hoje.

O que define o futuro da operação Compliance Zero?

Outras quatro pessoas serão escutadas amanhã, terça-feira (27). De acordo com O Globo, a apuração está relacionada à Operação Compliance Zero, acompanhada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A partir das investigações de hoje alguns tópicos estão em jogo como:

  • Decisão sobre a competência da investigação

O principal eixo em jogo nesta fase é decidir se a investigação continuará sob a supervisão do STF ou será devolvida à primeira instância da Justiça Federal, que pode ter implicações jurídicas e práticas importantes.

Isso porque o caso foi levado ao STF pelo relator, ministro Dias Toffoli, após indícios de envolvimento de autoridades com foro privilegiado, embora até agora apenas executivos e empresários estejam na lista formal de investigados.

A definição da competência pode influenciar diretamente o ritmo do processo, o uso de instrumentos investigativos e, no limite, o potencial de responsabilização de diferentes atores.

  • Esclarecimento de supostas fraudes bilionárias

A investigação da Operação Compliance Zero apura fraudes que podem ter movimentado cerca de R$12 bilhões ou mais, supostas vendas de títulos sem lastro real ou com renda prometida muito acima do mercado e indícios de crimes como gestão fraudulenta, gestão temerária, organização criminosa, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.

  • Autonomia institucional da PF diante da atuação do STF

Há uma disputa sobre os limites da atuação da PF e do STF no caso. A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal chegou a manifestar desconforto com decisões da Suprema Corte que, segundo a entidade, teriam interferido na condução técnica das investigações, como a definição de prazos e procedimentos de coleta de provas.

Mais detalhes

A definição sobre a permanência do caso na Corte ou o retorno à primeira instância depende da análise das novas oitivas e do conjunto de provas.

Ainda segundo O Globo, o inquérito iniciou na primeira instância da Justiça Federal, que autorizou a deflagração da primeira fase da operação. Além disso, é supervisionado no Supremo Tribunal Federal pelo ministro Dias Toffoli.

Depois, os autos foram para o STF após a apreensão de um contrato que envolvia o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e um deputado federal, o que atraiu a competência da Corte em razão do foro por prerrogativa de função.

Em depoimentos anteriores, Vorcaro afirmou que o banco enfrentava problemas de liquidez e que o modelo de negócios dependia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Ex-dirigentes do BRB e um representante do Banco Central já foram ouvidos como testemunhas.

Na semana passada, o presidente do STF, Edson Fachin, divulgou nota após a Procuradoria-Geral da República arquivar pedidos de suspeição contra o relator. No texto, o ministro afirmou que o processo segue sob supervisão judicial regular no tribunal.

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