Parlamentares conseguiram articular o pedido de abertura de três comissões parlamentares de inquérito (CPIs) para investigar o Banco Master.
Senadores e deputados já conseguiram assinaturas o suficiente para abrir uma CPI na Câmara dos Deputados, uma no Senado e uma mista. As informações são do g1.
No entanto, o Congresso ainda está em recesso, voltando às atividades no dia 2 de fevereiro. A criação e instalação das CPIs dependem da aprovação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Como funcionam as CPIs?
As comissões parlamentares de inquérito funcionam separadamente em cada Casa do Legislativo e podem ser criadas tanto na Câmara quanto no Senado. A instalação depende de assinaturas equivalentes a um terço dos parlamentares do órgão que fará a investigação.
Quando o presidente da Casa lê o requerimento em plenário, abre-se caminho para definir a composição, os cargos de direção e iniciar os trabalhos, que duram 120 dias, prorrogáveis por mais 60.
Durante as apurações, depoimentos, diligências e análise de documentos são usados para esclarecer fatos, e eventuais responsabilidades podem ser enviadas ao Ministério Público.
O que os parlamentares devem apurar no caso Master?
O Banco Master é investigado por uma fraude estimada em R$ 12 bilhões realizada por meio de vendas de títulos financeiros e cartas de crédito sem lastro, além de pedidos de aumento de capital sem fundamento com o lucro das empresas.
A instituição financeira foi liquidada em novembro de 2025, sendo que outras cinco envolvidas no grupo também tiveram operação interrompida.
Segundo o Uol, parte do Congresso considera que o Master é uma oportunidade de solucionar a crise, além de poder investigar a atuação do ministro do STF Dias Toffoli, criticado por supostamente estar envolvido no caso.

