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Economia

Preço da gasolina recua, porém segue acima do mercado global

Diferença em relação ao mercado externo ainda gira em torno de 5%, segundo cálculos de importadores

Preço da gasolina recua, porém segue acima do mercado global

A Petrobras diminuiu em 5,2% o preço da gasolina comercializada às distribuidoras, fixando o litro em R$2,57 a partir desta terça-feira (27).

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A redução de R$ 0,14 marca o primeiro corte do ano e o terceiro desde meados do ano passado. As informações são do portal InfoMoney.

Apesar do recuo, dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) indicam que o valor praticado no Brasil ainda permanece cerca de 5% acima do preço de paridade internacional, parâmetro que considera quanto custaria importar o produto com base no petróleo e no câmbio.

Desde o fim de novembro, essa diferença já chegou a 11%. Pelos cálculos da entidade, mesmo após o reajuste, o litro vendido pela estatal segue aproximadamente R$ 0,12 mais caro do que no exterior.

Pressão de importadores e reação da estatal

De acordo com o portal InfoMoney, fontes do setor avaliam que a redução ocorre em um momento em que importadores passaram a ocupar maior espaço no mercado nacional, respondendo por até 20% das vendas de gasolina.

O movimento ganhou força com a queda do petróleo no exterior e a valorização do real frente ao dólar. Após o ajuste, a diferença teria recuado para a faixa de 5%.

Relatório do Itaú BBA classificou o corte como inferior ao esperado. Antes do anúncio, estimativas do banco indicavam que os preços internos estavam cerca de 10% acima do cenário externo.

Especialistas também avaliam que a empresa não transferiu integralmente para seus preços o alívio observado no mercado internacional.

Diesel segue lógica diferente

Enquanto a gasolina vinha sendo comercializada acima da paridade, o diesel apresenta situação inversa. Levantamentos da Abicom indicam que esse combustível tem sido vendido no Brasil entre 2% e 9% abaixo do preço externo nas últimas semanas.

Analistas afirmam que essa defasagem reduz o interesse de importadores, já que o país não produz todo o diesel que consome.

Para parte do mercado, a manutenção do valor do diesel e o corte apenas na gasolina sugerem influência de fatores além do cenário internacional.

Queda do petróleo

O barril do Brent, referência global, acumula queda desde o fim de setembro do ano passado, apesar de leve recuperação em janeiro.

A cotação recente gira em torno de US$ 65, com oscilações influenciadas por fatores geopolíticos, como a situação na Venezuela e decisões dos Estados Unidos.

Além do petróleo, o câmbio interfere diretamente no cálculo do preço de combustíveis, já que parte dos custos está atrelada ao dólar.

Repasse ao consumidor depende da cadeia

Como divulgado pelo O Brasilianista, a redução anunciada ocorre na etapa inicial da cadeia de comercialização. Após sair das refinarias, a gasolina passa pelas distribuidoras e, depois, pelos postos, que definem suas margens.

Por isso, não existe garantia de que o valor pago pelo motorista cairá imediatamente ou na mesma proporção do ajuste aplicado na origem.

Desde dezembro de 2022, a retração acumulada do preço da gasolina nas refinarias chega a R$ 0,50 por litro. Considerando a inflação do período, a queda equivale a 26,9%. O diesel, no mesmo intervalo, registra redução acumulada de 36,3%.

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