O México foi o país mais beneficiado com o tarifaço aplicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 2 de abril do ano passado. No dia que o republicano chamou de “Dia da Libertação”, países que exportavam produtos ao território americano seriam taxados em valores distintos.
Porém, de acordo com a BBC, em informações divulgadas no g1, México e Canadá, vizinhos dos EUA, foram as nações que não entraram na lista e seguiram isentas por um tempo. Pouco depois, Trump anunciou tarifas a alguns produtos como aço, alumínio e peças automotivas.
No entanto, esse movimento foi essencial para alavancar a balança comercial mexicana. Devido à menor tarifa imposta e a proximidade em relação ao território estadunidense, outros investidores internacionais seguiram aportando valores e produtos no México.
Desde abril de 2025, as exportações mexicanas aos EUA subiram quase 6% enquanto o mercado tenta se adaptar às políticas tarifárias de Trump. Além disso, o país foi ajudado pelo Tratado de Livre Comércio entre México, EUA e Canadá.
O país registrou um aumento geral das exportações para os Estados Unidos de 5,66%. Até novembro de 2025, foram seis meses de crescimento nesse setor.
Segundo o modelo de Orçamento Penn Wharton (PWBM), uma avaliação da competitividade comercial elaborada pela Universidade da Pensilvânia, nos EUA, os produtos mexicanos pagaram uma tarifa de importação efetiva de 4,6%, em outubro de 2025.
Por outro lado, o Brasil foi um dos mais prejudicados pelas tarifas. No meio do ano passado, Trump anunciou uma tarifa adicional de 40% além dos 10% anteriores após alegar uma “caça às bruxas” se referindo ao julgamento que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro à prisão.
No total, foram tarifas de 50% por cerca de três meses, o que impactou fortemente diversos setores do Brasil, mas em especial a agropecuária.

