Em meio a tensões globais envolvendo os Estados Unidos, a União Europeia e a Índia fecharam um acordo de livre-comércio nesta terça-feira (27), na Cúpula Índia-UE, em Nova Deli. A aliança levou quase duas décadas de negociações intermitentes para ser firmada.
Durante discurso, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, afirmou que o acordo é histórico. “Ontem, um grande acordo foi assinado entre a União Europeia e a Índia. Esse acordo trará grandes oportunidades para os 1,4 bilhão de pessoas da Índia e para milhões de pessoas na Europa”, disse.
A aliança estabelece que a Índia abrirá o seu mercado para o livre-comércio com a UE de 27 países, o que tornará o bloco europeu o maior parceiro comercial. O valor total negociado foi de de US$ 136,5 bilhões no ano fiscal, segundo informações da CNN.
Defesas
No último ano, a União Europeia destravou importantes acordos comerciais que esperaram anos para serem fechados, como os tratados com a com a Indonésia, o México e a Suíça. Além desses países, o bloco econômico firmou aliança também com o bloco sul-americano Mercosul, assinada em janeiro de 2026.
Especialistas comerciais veem o estabelecimento de novos acordos como estratégia para juntar força diante das altas taxas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aos países europeus que tiverem ações para impedir a anexação da Groenlândia. Os países estão ameaçados a pagar tarifas de até 25%.
Vantagens para a Índia
De acordo com o ex-responsável pelo comércio indiano, Ajay Srivastava, o acordo com a União Europeia é relevante para Índia porque vai aumentar as exportações entre setores de mão de obra intensiva. A partir disso, o crescimento vai compensar parcialmente o impacto das tarifas.
Além disso, espera-se que os preços de produtos comercializados entre o grupo econômico e o país mais populoso do mundo ofereçam vantagens em relação a outros parceiros comerciais, com redução de tarifas e barreiras.

