Esta quarta-feira (28) marca a primeira Super Quarta de 2026, conhecida pelo mercado financeiro como a data em que a decisão de juros do Banco Central (BC) e Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) acontecem na mesma data. O mercado acionário estará focado neste evento.
De acordo com o Money Times, os investidores já ficam de olho nas possíveis mudanças nas políticas monetárias, indicando movimentos específicos do mercado no pregão desta quarta. Vale lembrar que a decisão sobre corte ou aumento de juros dos Estados Unidos impacta as principais economias globais.
A percepção é de que Comitê de Política Monetária do BC (Copom) mantenha a Selic em 15% ao ano — o maior patamar em 20 anos — por mais uma reunião. O mercado e a autoridade monetária já esperam que o Copom comece a reduzir as taxas a partir de março.
O patamar elevado da Selic segue enquanto o cenário macroeconômico mostra pequenas mudanças. Com inflação recuando aos poucos, os juros podem recuar em breve, ainda que as atividades econômicas fiquem de olho nas tensões geopolíticas e incertezas em relação ao futuro.
Já o Fed segue pressionado para diminuir as taxas pelo governo Trump. No entanto, a instituição depende dos dados de atividade econômica e emprego para delimitar a faixa de juros. No dia, a atenção do mercado se volta para a coletiva de imprensa do presidente do Fed, Jerome Powell.
O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), ainda de acordo com o Money Times, está em fase de manutenção após três cortes consecutivos nos juros. Ao mesmo tempo, a Casa Branca pressiona o Fomc a seguir com os cortes.
Para as bolsas, na Ásia os índices avançam e na Europa os indicadores operam em baixa. Por aqui, o Ibovespa encerrou o pregão da última terça-feira (27) em alta de 1,79%, aos 181.919,13 pontos, mas a decisão de juros pode levar o índice da B3 para o vermelho hoje.

