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Geopolítica

Além da Groenlândia: como os EUA expandiu seu território ao longo da história?

Embora seja raro, comprar territórios sempre fez parte da política norte-americana

Além da Groenlândia: como os EUA expandiu seu território ao longo da história?

O interesse do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em tomar posses de partes da Groenlândia onde há presença do exercito estadunidense, remete a momentos históricos em que o país ampliou seu território comprando áreas de outros países.

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Parte do reino da Dinamarca é alvo de uma proposta de compra que gera repercussão internacional.

O G1 relembra o discurso de posse de Trump em 2017. Na ocasião, o presidente disse querer tornar os Estados Unidos “uma nação que cresce, aumenta sua riqueza e expande seu território”, prometendo levar a bandeira americana a “novos e belos horizontes”.

O que dizem os especialistas?

Segundo o portal, especialistas em história americana identificam paralelos entre essas declarações e políticas expansionistas do passado.

Walter A. McDougall, historiador da Universidade da Pensilvânia, diz que as ideias de Trump lembram a Doutrina Monroe, de 1823, sobre intervencionismo americano como forma de afastar potências europeias do hemisfério ocidental.

No caso da Groenlândia, os Estados Unidos historicamente buscaram controlar territórios antes que caíssem sob influência de outras nações, como lembra Jay Sexton, da Universidade de Missouri.

A expansão territorial americana começou poucos anos após a independência, em 1776, por meio de guerras, deslocamento de populações indígenas e acordos com potências europeias. Veja o histórico.

1803 | Louisiana

O primeiro grande negócio territorial ocorreu com a França napoleônica. Thomas Jefferson, então presidente, comprou a Louisiana, um território muito maior que o atual estado homônimo, por US$ 15 milhões.

A região, estratégica por incluir o vale do Mississippi e o porto de Nova Orleans, ampliou a União em mais de 2 milhões de quilômetros quadrados, quase dobrando seu tamanho.

1848 | Cessão Mexicana

Na década de 1840, a corrida dos Estados Unidos para o oeste acabou gerando mais conflitos com o México. A guerra começou durante o governo de James K. Polk. Os EUA ganhou a disputa, usando o Tratado de Guadalupe Hidalgo.

O país ficou com o Texas, a Califórnia, o Novo México, o Arizona, Nevada, Utah e partes do Colorado, Wyoming, Kansas e Oklahoma. A transação envolveu US$ 15 milhões, mas a cessão ocorreu sob pressão militar.

1853 | La Mesilla

Alguns anos depois, os Estados Unidos compraram uma faixa pequena de terra ao sul do que hoje são Arizona e Novo México, chamada Compra de Gadsden ou Venda de La Mesilla, por US$ 10 milhões.

A ideia era abrir caminho para uma ferrovia que atravessasse o país pelo sul, facilitando o transporte das mercadorias dos estados do sul até o Pacífico.

1867 | Alasca

Outra compra que gerou polêmica foi a do Alasca, adquirido da Rússia por US$ 7,2 milhões. O secretário de Estado da época, William Seward, dizia que o território tinha grande valor estratégico, ajudaria na pesca e impediria que os britânicos ganhassem força na América do Norte.

Houve muitas críticas no começo, mas depois foi reconhecida devido ao ouro, do petróleo e da importância militar do Alasca.

1917 | Ilhas Virgens Americanas

A última grande compra dos Estados Unidos foi das Ilhas Virgens, no Caribe, compradas da Dinamarca por US$ 25 milhões.

O interesse estava principalmente no porto de Saint Thomas, que se tornou estratégico quando a Alemanha começou a ameaçar durante a Primeira Guerra Mundial.

Com a compra, os americanos garantiram presença na região, mas a Dinamarca manteve influência sobre a Groenlândia.

Mesmo sendo raro, comprar territórios sempre fez parte da história americana desde o século XIX, com exemplos que vão da Louisiana até o Alasca e as Ilhas Virgens.

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