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Geopolítica

BCE traça linha de supervisão bancária mais ágil e focada em risco até 2028

No Parlamento Europeu, o vice-presidente supervisor, Frank Elderson, destaca a resiliência do setor e prioridades para os próximos três anos

BCE traça linha de supervisão bancária mais ágil e focada em risco até 2028

O setor bancário europeu demonstrou força ao absorver uma série de choques profundos nos últimos anos, sustentado por uma supervisão proativa e coordenada.

A avaliação foi apresentada por Frank Elderson, vice-presidente do Conselho de Supervisão do Banco Central Europeu, durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos e Monetários do Parlamento Europeu, nesta quarta-feira (28).

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Riscos e resiliência econômica

Em seu discurso, Elderson traçou um panorama da resiliência do segmento e detalhou as prioridades supervisoras para o triênio 2026-2028, com foco em eficiência e gestão de risco.

Segundo o representante, os bancos enfrentaram com solidez os impactos econômicos da pandemia mais grave desde os anos 1920, os efeitos da guerra na Ucrânia e o maior surto inflacionário desde a década de 1970.

“O apoio das políticas fiscal e monetária tiveram papel crucial, mas foi reforçado pela capitalização sólida e pela ampla resiliência dos bancos”, afirmou.

Ele destacou que ações supervisoras rápidas garantiram que as instituições atuassem como amortecedores e não amplificadores de choque.

Crise bancária de 2023

Elderson observou, durante a crise bancária internacional de março de 2023, que as vulnerabilidades já estavam sendo mitigadas graças a avaliações prospectivas de risco adotadas previamente.

“A crise teve apenas repercussões limitadas no setor bancário europeu, permitindo que a política monetária reduzisse com sucesso as pressões inflacionárias”, disse.

A experiência recente, na sua visão, firma a necessidade de identificar fragilidades com antecedência e agir de forma decisiva.

Panorama 2026-2028

Para os próximos três anos, a supervisão europeia definiu duas prioridades centrais. A primeira é fortalecer a resiliência dos bancos a choques geopolíticos e incertezas macrofinanceiras, com avaliações específicas por instituição.

A segunda assegura a resiliência operacional em um sistema financeiro em crescente digitalização, com atenção especial a cibersegurança, gestão de riscos de terceiros e qualidade de relatórios.

Elderson enfatizou que a simplificação dos processos é essencial. “Lidar com a complexidade desnecessária ajuda os supervisores a se concentrarem nos riscos mais relevantes e reduz encargos de conformidade para os bancos”, explicou.

As reformas em desenvolvimento desde 2023 buscam tornar a supervisão mais baseada em risco e proporcional, sem alterações legislativas.

O vice-presidente também defendeu avanços na integração financeira para aumentar a competitividade e a resiliência.

“A conclusão da união bancária, incluindo um sistema europeu de garantia de depósitos, tornaria o nosso sistema financeiro mais resiliente e reduziria a fragmentação”, declarou.

Ainda, foi mencionado que iniciativas em curso, como a união de poupança e investimento são complementos importantes para o setor.

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