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Economia

Dois conselheiros do BRB renunciam antes de assembleia geral

Eles também saíram dos comitês internos do banco

Dois conselheiros do BRB renunciam antes de assembleia geral

Dois conselheiros do Banco de Brasília (BRB) renunciaram aos cargos do Conselho de Administração da instituição na última quarta-feira (28). As informações são do g1.

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Um comunicado ao mercado do BRB informou que Marcelo Talarico e Luis Fernando de Lara Resende deixaram suas funções com efeito imediato. Eles também saíram dos comitês internos do banco, conforme previsto nas regras da empresa e na legislação vigente.

A movimentação ocorre pouco tempo antes da assembleia para definir um novo conselho para a empresa, convocado pelo acionista majoritário, o governo do Distrito Federal. O encontro está marcado para o dia 19 de fevereiro.

Na assembleia, os acionistas devem votar os nomes indicados para integrar o novo colegiado: Edison Garcia, Joaquim de Oliveira e Sérgio Nazaré.

Essas mudanças estruturais do conselho ocorrem desde novembro do ano passado, quando foi deflagrada a fraude do Banco Master e as investigações apontaram para suspeitos dirigentes do BRB. O esquema pode ter prejudicado a estatal em mais de R$ 10 bilhões, ainda segundo o g1.

Em janeiro, Raphael Vianna de Menezes assumiu como presidente eleito do conselho de administração, enquanto Antônio José Barreto de Araújo Júnior assumiu o cargo de diretor executivo de finanças.

Relembre o caso Master

O Banco Master é investigado por uma fraude estimada em R$ 12 bilhões realizada por meio de vendas de títulos financeiros e cartas de crédito sem lastro, além de pedidos de aumento de capital sem fundamento com o lucro das empresas.

O caso tomou forte repercussão após a tentativa de aquisição do Master pelo Banco de Brasília (BRB), uma estatal, a fim de cobrir uma possível falência do banco privado.

No entanto, a investigação do Banco Central (BC) em relação à fraude do Banco Master e ao banqueiro Daniel Vorcaro começou ainda no ano passado. As suspeitas levaram à prisão do presidente do banco em novembro de 2025.

Outras instituições financeiras ligadas ao grupo Master, como Reag e Will Bank, também foram liquidadas. É estimado que o rombo no FGC seja de quase R$ 50 bilhões, o que pode prejudicar toda a cadeia econômica dos próximos cinco anos.

Veja mais desdobramentos do caso Master e BRB nas redes sociais do O Brasilianista