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Economia

Taxas de juros cobradas por bancos fecharam 2025 quase em 50%

O aumento é justificado pela taxa Selic, no maior patamar dos últimos 20 anos

Taxas de juros cobradas por bancos fecharam 2025 quase em 50%

Os juros cobrados em operações bancárias para pessoas físicas e jurídicas subiu e fechou dezembro em 47,2% ao ano, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Banco Central (BC).

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Segundo o g1, o aumento é justificado pela taxa Selic, os juros básicos da economia, no maior patamar dos últimos 20 anos, de 15% ao ano. Apesar de seu objetivo ser combater a inflação, os juros altos impulsionam as cobranças de crédito dos bancos.

Vale ressaltar que os cálculos do BC possuem base em recursos livres, ou seja, não incluem os setores habitacional, rural e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

As pessoas físicas foram as mais prejudicadas pelo aumento das taxas, visto que fecharam o 2025 em 60,1% ao ano, frente a 25% de taxas médias para as empresas.

Cheque especial e crédito rotativo

A modalidade de cheque especial, um crédito pré-aprovado pelo banco disponível a qualquer momento, apresentou cobranças de juros de 138,6% ao ano no fechamento do ano passado.

Por sua vez, os juros médios do crédito rotativo, ou seja, quando o cliente não paga o cartão de crédito na data correta de vencimento, apresentaram um dos maiores valores do ano, apesar de redução na comparação anual.

As taxas de juros rotativos recuaram de 451,6% ao ano, no fim de 2024, para 438% ao ano ao final de 2025.

Crédito no mercado e inadimplência

Com um volume total de crédito bancário em R$ 7,12 trilhões, as reservas avançaram 10,2% em 2025. Apesar de desaceleração esperada para um ano com Selic alta, o movimento contribui para um recorde da inadimplência dos clientes bancários brasileiros.

Ainda de acordo com os dados, a taxa de inadimplência registrada pelos bancos encerrou dezembro a 4,1%, a maior da série histórica iniciada em 2011.

Para pessoas físicas, a o número de débitos em aberto subiu para 5% — quase um novo recorde — enquanto as empresas viram a inadimplência crescer em 2,5% em dezembro.

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