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Política

CPI do Master: Com assinaturas de sobra, senadores apertam Alcolumbre

A iniciativa é liderada pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE)

CPI do Master: Com assinaturas de sobra, senadores apertam Alcolumbre

Nos bastidores do Senado, cresce a articulação para acelerar a instalação da CPI do Banco Master. O movimento ganha corpo neste início de ano, com senadores de diferentes espectros ideológicos pressionando a Presidência da Casa para que a comissão saia do papel antes do Carnaval.

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A iniciativa é liderada pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE), que tem atuado nos bastidores para cobrar a leitura do requerimento em Plenário, passo indispensável para a instalação formal da CPI. Embora o pedido já tenha superado com folga o número mínimo exigido, a comissão segue travada à espera de um gesto do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (UNIÃO-AP).

Protocolada em 26 de novembro, a CPI do Banco Master entrou inicialmente com 34 assinaturas. Desde então, o apoio só cresceu: hoje, o requerimento já conta com 46 assinaturas, bem acima das 27 necessárias, todas de senadores, como exige o regimento para CPIs no Senado Federal. Paralelamente já começaram as conversas informais sobre a composição da comissão, com discussões envolvendo os nomes de titulares e suplentes.

O Banco Master

Controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, o Banco Master experimentou um crescimento acelerado ao oferecer Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com rentabilidade muito acima da média do mercado. A estratégia atraiu investidores em busca de retorno elevado, mas também impôs uma lógica de risco que se mostrou insustentável.

Para sustentar o modelo, o banco passou a assumir exposições crescentes e a estruturar operações que inflavam artificialmente o balanço, enquanto a liquidez efetiva, o dinheiro disponível para honrar resgates, se deteriorava de forma silenciosa. O que parecia expansão era, na prática, um adiamento do problema.