Logo antes do retorno das atividades parlamentares, previsto para o início de fevereiro, senadores e deputados já articulam a possibilidade de prorrogar a investigação de descontos ilegais nas folhas de aposentados e pensionistas do INSS.
Segundo a Agência Senado, o presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura as fraudes do órgão da Previdência Social, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou em suas redes sociais a coleta de assinaturas para a prorrogação dos trabalhos do colegiado.
Este já era um movimento esperado, visto que o fim da comissão está previsto para 28 de março. Para Viana, ainda é necessário aprofundar as investigações sobre os fatos.
“Não é aceitável encerrar esse trabalho sem que todas as responsabilidades sejam devidamente apuradas (…) Tenho convicção de que o pedido de prorrogação será analisado com seriedade e acolhido, em respeito ao interesse público e ao dever constitucional do Congresso Nacional de fiscalizar e dar respostas ao povo brasileiro”, disse o senador.
Em dezembro, o parlamentar sugeriu à CPMI a intenção de solicitar a prorrogação dos trabalhos por mais 60 dias para ouvir todos os convocados.
Vale lembrar que a comissão foi instalada em 20 de agosto e já realizou 29 reuniões até 4 de dezembro e deve retomar os trabalhos em 5 de fevereiro.
Ainda de acordo com a Agência Senado, o foco da CPMI em 2026 será a análise de fraudes em empréstimos consignados, com suspeitas de assédio, concessão sem consentimento e renovações fraudulentas que geraram dívidas impagáveis.
Em 2025, foram 26 testemunhas ouvidas, incluindo Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o Careca do INSS. O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), classificou Antunes como o autor da fraude com a suspeita de ter movimentado R$ 24,5 milhões do INSS em cinco meses.

