O responsável pelo Ministério da Fazenda, Fernando Haddad indicou que deve deixar o cargo no próximo mês. O tema já foi tratado diretamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), embora a data exata ainda dependa da decisão do chefe do Executivo.
Em entrevista ao programa Acorda, Metrópoles, declarou: “com certeza” sairá da pasta em fevereiro. Na mesma conversa, afirmou: “Ele [Lula] está informado de que eu devo deixar o governo no mês de fevereiro”.
O ministro também ressaltou que a definição sobre quem assumirá a função cabe exclusivamente ao presidente da República. As informações são do portal UOL.
Nome cotado vem da própria equipe
O atual secretário-executivo do ministério, Dario Durigan, aparece como principal cotado para assumir o comando. Ele ocupa o posto desde 2023, quando o antecessor foi indicado para a diretoria do Banco Central (BC).
O secretário já respondeu interinamente pela pasta entre 22 de dezembro de 2025 e 11 de janeiro de 2026, durante o período de férias do titular.
Ao comentar a equipe, o ministro declarou: “O que posso assegurar é que ele tem muito apreço pela equipe do Ministério da Fazenda. Conhece todos e sabe que cada secretário entregou uma agenda importante para o Brasil“.
Decisão de não participar das eleições
Como divulgado pelo O Brasilianista, o ministro informou ao presidente que não pretende disputar nenhum cargo eletivo em 2026.
A decisão inclui a recusa em concorrer ao governo de São Paulo, ao Senado ou à Presidência da República.
Nos bastidores, havia a avaliação de que ele poderia voltar a disputar o governo paulista, após a eleição de 2022.
Durante entrevista, afirmou: “Todo extremo gera instabilidade. Isso gera esperança em candidatos menos prováveis. Se Bolsonaro chegou na presidência, qualquer candidato será habilitado para ser ‘imperador do Brasil‘”.
Movimentações internas no governo
A saída do ministro já é tratada internamente como parte de uma transição organizada. Interlocutores avaliam que ele encerra um ciclo após conduzir pautas como a reforma tributária e a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda.
Fora da rotina do ministério, ele pretende se dedicar a projetos pessoais, como o lançamento de um livro, além de atuar na articulação política do governo fora do calendário eleitoral.
Relato sobre o cenário encontrado no início da gestão
Segundo o Uol, ao relembrar o início do trabalho à frente da área econômica, o ministro descreveu o quadro fiscal recebido.
Ele afirmou: “Herdamos uma situação fiscal muito difícil” e explicou a estratégia adotada para reorganizar as contas públicas.
Na entrevista, disse: “Fomos cortando, cortando, cortando e chegou a um momento em que conseguimos fechar as contas. Então a redução dos 70% do déficit se deve muito ao corte de gasto tributário e à limitação do crescimento da despesa”.
Também declarou: “O problema mais grave é que, por causa da eleição, eles arrebentaram com o Orçamento para tentar ganhar. E quem teve que consertar foi o presidente Lula com a sua equipe econômica.”
Ao mencionar resultados recentes da economia, comentou: “Quem diria que a bolsa ia estar acima de 180 mil pontos? O dólar ia estar a 5,20?”

