Indicado nesta sexta-feira (30) para ocupar o cargo de líder do Federal Reserve, Kevin Warsh, chega ao cenário econômico americano em meio a fortes embates entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o atual chefe do banco central, Jerome Powell. As divergências, marcadas inclusive por ataques verbais, envolvem principalmente a condução da política monetária e a manutenção da taxa de juros.
As pressões por parte do presidente norte-americano para que Jerome Powell promovesse cortes nas taxas de juros se intensificaram ao longo de 2025. Mesmo diante dos pedidos de Donald Trump, o Fed decidiu fazer cortes mais moderados, com o intuito de conter a inflação e preservar a estabilidade econômica.
Linha do tempo
A primeira crítica feita por Trump aconteceu em março, quando disse que a instituição estaria “muito melhor se cortasse as taxas”. Segundo informações do G1, o presidente se manifestou sobre os juros quase um mês depois, quando no “Dia da Libertação” afirmou que juros menores iriam ajudar a economia a lidar com as novas tarifas de importação.
Com o passar dos meses, os ataques do líder norte-americano contra a o órgão monetário do país passaram a ser cada vez mais diretos ao economista Jerome Powell. Durante encontro na Casa Branca, em maio, Trump afirmou que Powell estava cometendo um erro ao não diminuir os juros.
Críticas e ofensas
Em sua próxima declaração sobre o órgão econômico, o presidente desferiu ofensas ao presidente do Fed, afirmando que ele era “burro” e “teimoso”. Em junho, novamente Donald Trump atacou o economista chamando-o de “estúpido” e “cabeça oca”, ele também foi chamando de “chefe incompetente do Fed” e “cara ruim”.
Em meio às críticas e pressões públicas, Powell manteve uma postura considerada cautelosa a partir de uma postura profissional e um tom impessoal quanto às decisões do Federal Reserve, evitando responder diretamente aos ataques do presidente norte-americano.
Contudo, o economista demonstrou reação mais recente, quando passou a ser investigado por uma reforma no prédio da instituição americana. Segundo o chefe, o governo instaurou a investigação como forma de ameaça e intimidação política.

