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Geopolítica

Trump indica Kevin Warsh para o Fed; entenda os próximos passos

Para a nomeação acontecer será necessário conseguir um lugar no Conselho de Governadores do banco central norte-americano

Trump indica Kevin Warsh para o Fed; entenda os próximos passos

O economista Kevin Warsh recebeu, nesta sexta-feira (30), a indicação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para assumir a presidência do Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano. Apesar da designação do chefe de Estado, a nomeação precisará obter o ajuste de detalhes técnicos e precisa de aprovação do Senado.

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Segundo informações da CNN, antes de realmente assumir o cargo, Donald Trump terá que conseguir uma vaga para Kevin Warsh no Conselho de Governadores do Fed. Atualmente, o colegiado não possui lugares disponíveis para a nomeação de novos membros.

Um dos possíveis caminhos seria colocar o economista no lugar de Jerome Powell, que tem saída da presidência marcada para acontecer em março deste ano, mas o nome de Powell permanece no cargo de governador até 2028. Contudo, o normal é que os os presidentes deixem o cargo após o final do principal mandado.

Apesar de ser uma preocupação, o governo tem outras formas de conseguir o cargo necessário para o economista. Uma outra opção é colocar Stephen Miran, que atualmente é membro do Conselho de Governadores, no Conselho de Assessores Econômicos, deixando assim uma cadeira livre para Kevin Warsh.

Escolha de Trump

Como já noticiado pelo O Brasilianista, a indicação de Donald Trump ocorre em meio a um cenário de tensão com o atual presidente do Federal Reserve, Jerome Powell. O chefe do banco central norte-americano tem sido alvo de investigações relacionadas a reformas de alto custo nos edifícios da instituição em Washington.

Diante das acusações, Powell nega qualquer irregularidade e sustenta que as críticas fazem parte de uma estratégia para impor ameaças e exercer pressão política sobre a sua atuação. O embate ficou ainda mais forte quando Jerome decidiu manter os juros entre 3,5% e 3,75%, ação fortemente criticada por Trump.

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