A empresa Spyder Consultoria é alvo de suspeitas e passou a ser associada a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, após registro de pagamento de R$ 200 mil para à publicitária Danielle Miranda Fonteles. Ela é apontada pela Polícia Federal como sócia do Careca do INSS na empresa de Cannabis World.
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS recebeu um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) no qual é registrado o pagamento da Spyder à Danielle Fonteles. O documento informa ainda que, nos primeiros seis meses de 2025, a Spyder Consultoria movimentou cerca de R$ 371 milhões.
Danielle Fonteles aparece como a responsável pela operação dos produtos medicinais da empresa do Careca do INSS em Portugal. A publicitária também é conhecida no meio político por seus trabalhos em grandes campanhas eleitorais, como a realizada com a ex-presidente Dilma Rousseff.
Ao Metrópoles, Danielle Fonteles afirmou que o pagamento foi resultado da venda de uma casa em Trancoso, em Porto Seguro (BA). Além disso, a publicitária disse não ter conhecimento sobre a empresa Spyder e reafirmou que o pagamento realmente foi ordenado pelo Careca do INSS.
Nota da defesa de Danielle Fonteles enviada à coluna Andreza Matais
“O valor de R$ 200 mil transferidos pela empresa Spyder é referente ao pagamento parcial de uma das 13 parcelas previstas para a aquisição de um imóvel em Trancoso, no sul da Bahia. Ao contrário das parcelas anteriores, quando as transferências (todas documentadas e com os respectivos impostos recolhidos) foram feitas de contas de Antônio Antunes, esse valor, bastante inferior ao valor de R$ 1 milhão previsto em contrato, partiu de uma conta da Spyder. Até o depósito bancário, Danielle Fonteles não tinha conhecimento da existência dessa empresa.
Em razão de o pagamento não corresponder ao valor integral da parcela e por Antunes ter perdido a capacidade de honrar o compromisso financeiro, a venda do imóvel foi desfeita por meio da assinatura de um distrato de compra e venda. Documentos que comprovam a negociação da casa foram apresentados à CPMI do INSS e ao Supremo Tribunal Federal (STF).”

