Nova projeção realizada pela modalidade espontânea chegou a um resultado inédito sobre intenções de voto para as eleições presidenciais de 2026. Ao contrário dos últimos resultados, em que parte dos entrevistados afirmam que votariam no ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) mesmo com a sua condição de inelegibilidade, desta vez o nome de Flávio Bolsonaro apareceu à frente do pai.
Segundo levantamento do instituto Paraná Pesquisas, divulgado nesta quinta-feira (29), o senador Flávio Bolsonaro alcança 12,1% das intenções de voto. Já Bolsonaro aparece com 6,3%, ficando atrás inclusive da porcentagem de pessoas que afirmam que vão votar branco ou nulo.
Lugar menos confortável
O principal embate continua contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que possui 25,5% do eleitorado. Apesar disso, o chefe de Estado aparece com menos vantagem do que em pesquisas estimuladas, aponta informações da Veja.
O nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aparece logo abaixo de Bolsonaro, com 1,7% das intenções de voto. Outras personalidade do meio político também aparecem, como Ciro Gomes, com 0,6%, Ratinho Júnior (PSD), com 0,5% e Michelle Bolsonaro (PL), com 0,4%.
Diferenças entre resultados
A diferença entre as modalidades de pesquisa está, principalmente, na forma como as informações são coletadas junto aos entrevistados, o que pode influenciar a leitura dos resultados e a comparação com levantamentos anteriores.
Na pesquisa estimulada, é apresentada ao entrevistado uma lista com nomes, e, a partir disso, a pessoa escolhe entre as opções em que votaria, além de ter a possibilidade de afirmar que votaria em branco ou nulo. Na pesquisa espontânea, o participante é questionado sobre a sua intenção de voto para as próximas eleições, e pode afirmar qualquer nome, inclusive de pessoas que não pretendem se candidatar ou que não fazem parte do meio político.
Para chegar aos resultados o instituto Paraná Pesquisas ouviu 2.080 eleitores presentes em 160 municípios do país entre os dias 25 e 28 de janeiro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

