Publicidade
Economia

Caso Master e Will Bank: relembre bancos que já não existem mais

Após o Plano Real de 1994 muitas instituições enfrentaram crises, fundiram-se ou deixaram de existir

Caso Master e Will Bank: relembre bancos que já não existem mais

A recente liquidação do Banco Master e do Will Bank pelo Banco Central reacendeu a atenção para outras instituições que também caíram ao longo da história.

Esses episódios mostram padrões recorrentes, como concessão de crédito sem critério, manipulação de balanços e problemas com a economia não conseguindo manter o banco de pé.

Publicidade

Essas ações levam diretamente a intervenção de autoridades e à proteção de clientes pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

O Plano Real de 1994

A implementação do Plano Real em 1994 transformou o cenário econômico brasileiro, provocando efeitos significativos sobre diversas instituições financeiras, como aponta Gazeta do Povo.

Com a estabilidade da moeda, muitos bancos que antes lucravam com a correção monetária se viram expostos a fragilidades internas, incluindo problemas de gestão e práticas irregulares.

Entre as irregularidades mais comuns estavam a concessão de empréstimos a empresas controladas por seus próprios donos e o uso de bancos estaduais para financiar governos locais, segundo informações da Gazeta do Povo.

A Veja relembra alguns bancos que já caíram e seu principal motivo.

Banco do Comércio e Indústria de São Paulo

O Banco do Comércio e Indústria de São Paulo, fundado em 1889, já foi um dos gigantes do setor financeiro e, em 1985, estava entre os cinco maiores bancos do país, com cerca de 17 mil funcionários. Na época, era famoso por suas campanhas publicitárias e tinha o Snoopy como símbolo.

Mas 1985 também foi o ano em que o banco passou por intervenção federal e acabou sendo fechado. Conhecido pelo slogan “o banco que está ao seu lado”, ele ficou marcado como o principal patrocinador do piloto Ayrton Senna na Fórmula 1.

Além disso, foi o primeiro anunciante do Jornal Nacional, quando o programa estreou em 1969. Depois de enfrentar anos de problemas financeiros, a instituição foi oficialmente liquidada em 1995.

Banespa

O Banespa, criado em 1909, operava normalmente até 1927, quando passou a ser um banco estatal. Seu foco principal sempre foi financiar a produção de café, que era o principal pilar da economia brasileira na época.

Em 2000, o banco foi vendido para o grupo espanhol Santander, que manteve a marca Santander Banespa por algum tempo. Hoje em dia, o nome Banespa já não é mais usado.

Auxiliar

Controlado pela mesma família que comandava a CICA (Companhia Industrial de Conservas Alimentícias) e, nos anos 1980, o Banco Auxiliar era considerado um dos mais avançados em tecnologia entre todos os bancos.

Mas em 1985, ele acabou sendo liquidado junto com o Banco do Comércio e Indústria de São Paulo devido a problemas financeiros. Seus ativos foram então distribuídos entre outras instituições bancárias.

Real

O Banco Real também começou sua história em 1971, saindo do que antes era o Banco da Lavoura de Minas Gerais.

Em 1998, o banco foi comprado por um grupo holandês chamado ABN AMRO e, mais tarde, acabou sendo integrado ao Santander, mudando de mãos e de administração ao longo dos anos.

Bandeirantes

O Banco Bandeirantes nasceu do antigo Banco da Lavoura de Minas Gerais em 1971 e ficava localizado na Rua Boa Vista, em São Paulo.

O banco foi comprado pelo português Caixa Geral de Depósitos em 1998, que manteve o nome Bandeirantes para os clientes por um tempo. Dois anos depois, em 2000, o banco foi adquirido e incorporado pelo Unibanco.

Notícias sobre política, economia e justiça nas nossas redes sociais