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Economia

Gestão fiscal em 2026 deve se manter igual frente ao ano eleitoral

As eleições vão atrasar o processo de medidas impopulares, principalmente aquelas que envolvam cortes de gastos

Economia em resumo: gastos públicos, crise bancária e incertezas regulatórias

O ano de 2026 não deve mostrar grandes enfrentamentos em relação ao aumento frequente da dívida pública — que fechou 2025 em R$ 8,635 trilhões — ou o nível baixo de investimentos estrangeiros, segundo o Relatório de Acompanhamento Fiscal de janeiro.

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Segundo a Rádio Senado, o relatório apresentado pela Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado Federal, mostrou que o ano eleitoral vai atrasar o processo de medidas impopulares, em especial aquelas que envolvam cortes de gastos.

Dessa forma, a percepção é de que o governo deve seguir uma estratégia de cumprimento meramente formal das metas fiscais.

A despesa primária fixada na Lei Orçamentária Anual (LOA) 2026 foi de R$ 2.625,3 bilhões, valor R$ 13,2 bilhões acima da despesa contida no projeto da mesma, enviado em agosto. Segundo o relatório do IFI, durante a tramitação da LOA, importantes mudanças ocorreram na legislação fiscal, que ajudaram a limitar 91,2% do limite de despesas primárias do arcabouço fiscal, 2,1 pontos percentuais a menos que o previsto no PLOA 2026.

Para a avaliação do instituto, a redução de R$ 6,9 bilhões em despesas com benefícios previdenciários, durante a tramitação do orçamento pode ensejar um bloqueio durante a execução financeira de 2026.

Alexandre Andrade, diretor do IFI, revelou à rádio Senado que o governo tem cumprido as metas fiscais, mas utilizando alguns elementos que não necessariamente refletem esforço fiscal. Medidas como deduções ou abatimentos de despesas da meta de resultado primário e recolhimentos de receitas extraordinárias são alguns exemplos.

Esse comportamento se refletiu nos valores de dívida acumulados em 2025. Em dados oficiais, o governo seguiu a meta fiscal com déficit de R$ 9,5 bilhões, o que está dentro do limite. No entanto, contou com a ajuda de receitas como dividendos de estatais e descontos legais. Ainda segundo Andrade, o déficit real de 2025 foi de quase R$ 62 bilhões.

Vale lembrar ainda que o setor público brasileiro consolidado — formado por União, Estados, municípios e estatais — marcou déficit nominal ao final do ano passado de R$ 1,076 trilhão. É o terceiro ano consecutivo em que o rombo fiscal supera a marca de R$ 1 trilhão.

Por sua vez, a dívida pública atingiu valores que representam quase 80% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.

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