A isenção de Imposto de Renda para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil passa a valer a partir deste mês, assim como entra em vigor a redução gradual do tributo para os salários de até R$ 7.350. Segundo projeção do Ministério da Fazenda, cerca de 6 milhões de pessoas serão beneficiadas com as novas regras.
A mudança nos contracheques começa a valer em fevereiro, porém refere-se aos salários pagos a partir de janeiro de 2026. Além disso, vale lembrar que a correção da tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) vai se refletir apenas na declaração de 2027, que utiliza as informações de 2026, sendo necessária a entrega anual normalmente em maio, explica o conselheiro Adriano Marrocos.
“Esses trabalhadores ainda terão que entregá-la normalmente. O benefício teve início apenas em janeiro de 2026, ou seja, qualquer reflexo da redução do IR deverá ser percebido somente em maio de 2027″, afirma Marrocos.
Deduções legais continuam as mesmas
De acordo com informações da Agência Brasil, apesar dessas novidades, outras regras continuam as mesmas, como as deduções legais para diminuir os tributos ou adquirir restituição.
Continuam em vigor deduções de R$ 189,59 por mês para dependentes, até R$ 3.561,50 por pessoa ao ano para gastos com educação, assim como desconto simplificado de até R$ 17.640 para declaração anual e até R$ 607,20 para desconto simplificado mensal.
Adriano Marrocos relembra ainda a necessidade de analisar as informações que serão disponibilizadas obrigatoriamente pelas empresas todos os meses e todos os anos, mesmo sem ter muitos riscos de erros. “Os dados gerados pelas empresas são enviados para a Receita Federal, por meio de declarações eletrônicas mensais e trimestrais. Assim, a ocorrência de erro é baixa.”
Compensação
A redução no Imposto de Renda para os trabalhadores que recebem até R$ 5 mil será compensada e não trará prejuízos para as contas públicas. O plano do governo é que R$ 25,4 bilhões passem a ser pagos por pessoas que estão no topo da pirâmide econômica, ou seja, os mais ricos.
O aumento será progressivo de até 10% para renda mensal acima de R$ 50 mil e R$ 600 mil ao ano. Além disso, vão passar a pagar mais Imposto de Renda os super-ricos que recebem acima de R$ 1,2 milhão ao ano, com alíquota mínima efetiva de 10%.

