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Política

Mudanças internas reposicionam forças partidárias no Senado antes da eleição de 2026

Trocas de legenda e entradas de suplentes alteram a distribuição de cadeiras e ampliam a presença feminina na Casa

Mudanças internas reposicionam forças partidárias no Senado antes da eleição de 2026

A configuração partidária do Senado sofreu alterações significativas desde o início da atual legislatura, em 2023. Mesmo sem votação recente, o tamanho das bancadas foi redesenhado por causa de mudanças de partido e substituições temporárias de titulares.

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O PL passou a reunir 15 senadores e assumiu a maior bancada. O PSD, que ocupava essa posição no começo do mandato, agora aparece logo atrás, com 14 integrantes. O MDB vem na sequência, com 10 cadeiras.

Essas alterações ocorreram após a saída de parlamentares de antigas siglas e a chegada a novas legendas, algo permitido pelas regras aplicáveis aos senadores. As informações são da Agência Senado Notícias.

Por que senadores podem trocar de partido?

De acordo com o consultor legislativo Gilberto Guerzoni, senadores não seguem a regra de fidelidade partidária que vale para deputados federais e estaduais. Como foram eleitos em disputas majoritárias, eles podem mudar de legenda sem perder o mandato.

Essa possibilidade faz com que o Senado passe por rearranjos políticos mesmo durante os quatro anos da legislatura, período que corresponde à metade do mandato de oito anos.

Peso político das bancadas maiores

O tamanho de cada partido tem efeitos diretos no funcionamento da Casa. Bancadas maiores ampliam a presença na Mesa Diretora, nas comissões temáticas e no Colégio de Líderes.

Para que uma sigla tenha liderança formal, é preciso contar com pelo menos três senadores. Com isso, o partido passa a dispor de estrutura administrativa própria, cargos de apoio e gabinete específico para a atuação política.

Substituições mudam o perfil da representação

As transformações não ocorreram apenas por trocas partidárias. Alguns titulares deixaram o mandato para assumir funções no Poder Executivo ou em outras instituições públicas, abrindo espaço para suplentes.

Essas entradas tiveram impacto direto na composição da bancada feminina. Senadoras do Nordeste passaram a ocupar cadeiras antes preenchidas por parlamentares que foram para ministérios.

Com a ida do ex-senador maranhense para o Supremo Tribunal Federal (STF), a cadeira passou a ser ocupada por Ana Paula Lobato, ampliando a presença feminina na Casa.

Crescimento da presença feminina

Com essas mudanças, o número de mulheres no Senado aumentou. A Procuradoria da Mulher da Casa tem destacado a importância desse avanço para ampliar a representatividade.

Procuradora da Mulher na instituição, Augusta Brito tem chamado atenção para esse avanço. Segundo ela, o número de senadoras deve crescer em breve, aproximando-se de 16 integrantes.

Para a parlamentar, mesmo sendo uma parcela ainda reduzida, essa representação carrega o simbolismo de dar voz à maioria da população brasileira, formada por mulheres, e de assegurar espaço permanente para elas nas decisões do Legislativo.

Segundo o portal ONU Mulheres, o Brasil aparece na 133ª colocação no ranking mundial de presença feminina nos parlamentos. O dado faz parte do mapa “Mulheres na Política: 2025”, produzido pela União Interparlamentar e pela ONU Mulheres.

O levantamento indica que a participação delas em cargos legislativos e executivos avança em ritmo muito lento no mundo. Nas Américas, a média de mulheres nos parlamentos é de 35,4%, mas o índice brasileiro fica bem abaixo.

Na Câmara dos Deputados, elas ocupam 18,1% das cadeiras. No Senado, representam 19,8% do total. Nos ministérios, a situação é um pouco melhor, com 10 mulheres entre 31 pastas. Ainda assim, o país está distante das nações que alcançaram paridade de gênero nos gabinetes.

Mudanças antes da grande renovação

As eleições de outubro devem renovar dois terços das 81 cadeiras do Senado, já que cada estado elegerá dois representantes.

O cenário atual, no entanto, já é diferente daquele que saiu das urnas em 2022, demonstrando que a composição do Senado pode mudar de forma significativa ao longo do mandato.

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