Até o início do período eleitoral, que acontece no segundo semestre do ano, a Polícia Federal pretende aumentar as ações de investigação sobre desvios de emendas parlamentares. O objetivo é acelerar o ritmo das apurações mediante o aumento dos materiais já existentes que reforçam as suspeitas de fraudes, ideia compartilhada também pela Procuradoria-Geral da República (AGU).
Segundo a Folha de São Paulo, a PF tem organizado equipes de investigações desde o final do ano passado, que já geraram suspeitas sobre parlamentares. Como a investigação bate de frente com um cenário político, a estratégia é aproveitar o período antes das eleições para não colocar a PF em debates políticos.
Investigações no STF
Informações do Supremo Tribunal Federal indicam que no início do ano passado haviam cerca de 80 investigações relacionadas a irregularidades em emendas parlamentares em supervisão da Corte Suprema. As suspeitas estão diretamente relacionadas com deputados federais ou senadores, que podem ter aumentado nos últimos meses.
O ministro Flávio Dino está à frente de grande parte das investigações relacionadas a suspeitas de desvios de emendas, e tem cobrado cada vez mais transparência quanto ao dinheiro público utilizado nas eleições. No último ano, o ministro ordenou diversas ações sobre a investigação, como um pente-fino sobre as chamadas emendas Pix apresentadas por 92 políticos.
Parlamentares suspeitos
A ministra Cármen Lúcia também está à frente de investigações de desvios. Na última semana, ela permitiu mandados de busca e apreensão na casa do deputado federal Eduardo Velloso (União Brasil-AC), suspeito de desvios em emendas Pix.
Além disso, são citados em investigações do tipo parlamentares do Ceará, como Júnior Mano (PSB), Yury do Paredão (MDB), Eunício Oliveira (MDB) e o líder do governo Lula na Câmara, José Guimarães (PT-CE). Apesar das suspeitas eles afirmaram não ter envolvimento com os desvios.

