A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado deve instalar um grupo de trabalho para acompanhar os desdobramentos do caso do Banco Master.
A abertura de grupo legislativo de investigações está prevista para acontecer nesta quarta-feira (04), a partir das 10h. As informações são da Agência Senado.
Um dos integrantes do grupo, o senador Eduardo Braga (MDB-AM), disse em nota que “o grupo reforça o compromisso do Senado com a transparência e a integridade do sistema financeiro nacional, buscando assegurar que quaisquer irregularidades sejam devidamente apuradas”.
Vale lembrar que o Banco Master é investigado por cometer uma fraude de mais de R$ 12 bilhões com a venda de créditos sem lastro, além da ligação com o banco estatal Banco de Brasília (BRB).
Foi o parlamentar e presidente da CAE, Renan Calheiros (MDB-AL), quem teve a iniciativa para a criação do grupo de trabalho, sendo implementada por meio da Instrução Normativa n° 1/2026.
Ainda segundo a Agência Senado, devem participar das investigações os seguintes senadores:
- Alessandro Vieira (MDB-SE);
- Damares Alves (Republicanos-DF);
- Eduardo Braga (MDB-AM);
- Esperidião Amin (PP-SC);
- Fernando Farias (MDB-AL);
- Leila Barros (PDT-DF); e
- Randolfe Rodrigues (PT-AP).
O Master foi liquidado extrajudicialmente em novembro de 2025, sendo que outras cinco envolvidas no grupo também tiveram operação interrompida. As medidas vão gerar um rombo de quase R$ 50 bilhões do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
Segundo o Uol, parte do Congresso considera que o Master é uma oportunidade de solucionar a crise, além de poder investigar a atuação do ministro do STF Dias Toffoli, criticado por supostamente estar envolvido no caso.
Vai ter CPI sobre o Banco Master?
Conforme mostrado pelo O Brasilianista, parlamentares conseguiram articular o pedido de abertura de três comissões parlamentares de inquérito (CPIs) para investigar o Banco Master.
Senadores e deputados já conseguiram assinaturas o suficiente para abrir uma CPI na Câmara dos Deputados, uma no Senado e uma mista. As informações são do g1.
No entanto, a criação e instalação das CPIs dependem da aprovação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). As atividades do Congresso voltaram na última segunda-feira (02).

