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Política

CPMI do INSS: relator solicita quebra de sigilos de Lulinha

O intuito do acesso às contas é confirmar se o filho do presidente era o destinatário final de um pagamento de R$ 300 mil

CPMI do INSS recebe ex-sócio de dono do Banco Master nesta quarta-feira (11)

Requerimento enviado pelo relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), solicitou a quebra do sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. O filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está sendo investigado por receber dinheiro de desvios de aposentados e pensionistas.

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“Sob a ótica política e investigativa, a medida (quebra de sigilo) justifica-se pela suspeita de que Fábio Luís tenha atuado como ‘sócio oculto’ de Antônio Camilo em empreendimentos de cannabis medicinal financiados com recursos supostamente desviados do INSS”, afirmou em trecho do requerimento.

Possível pagamento de R$ 300 mil

Segundo informações do Uol, o intuito da quebra de sigilo é confirmar se Lulinha era o final destinatário do pagamento de R$ 300 mil enviado por Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS. As investigações da operação “Sem Desconto” apontam que o dinheiro foi enviado a Roberta Luchsinger, identificada como amiga de Lulinha.

Em uma de suas conversas analisadas pela Polícia Federal em um aplicativo de mensagens, os investigadores identificaram que Luchsinger mencionou que o dinheiro seria enviado ao “filho do rapaz”. Segundo a apuração, a expressão foi interpretada como um possível codinome, identificado como uma referência a Lulinha.

O relator Alfredo Gaspar afirma que o requerimento aponta Roberta Luchsinger como uma “intermediária financeira para o repasse de vantagens indevidas”. A empresaria é investigada por ser integrante do núcleo político de desvios de dinheiro do INSS.

Regras para a quebra de sigilo

Para que o pedido de quebra de sigilo das contas de Lulinha aconteça, é necessário que o requerimento seja aprovado pelos integrantes da CPMI, que contém 16 senadores e 16 deputados federais. O intuito é colocar o pedido em votação o mais rápido possível para aproveitar a volta dos trabalhos.

Sobre as acusações, o advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, afirmou que o seu cliente não tem envolvimento com as fraudes, assim como nunca atuou como sócio do Careca do INSS.

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