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Política

Motta busca se reaproximar de Lula mirando o ano eleitoral

A mudança no tom reflete interesses políticos da Casa Legislativa e do Palácio do Planalto

O 180 graus de Hugo Motta

Interlocutores do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), indicam que os dois buscam estreitar as relações mirando o ano eleitoral de 2026. As informações são da CNN.

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A mudança no tom reflete também interesses políticos da Casa Legislativa e do Palácio do Planalto. No entanto, a nova direção pode ser mais complicada de ser implementada do que se imagina.

Isso porque, em 2025, Motta esteve no centro de embates relevantes com o governo. É o caso da Medida Provisória (MP) que aumentava o IOF para algumas operações financeiras, no qual a Câmara rejeitou a proposta no último dia de vigência. Em resposta, ainda de acordo com a CNN, o governo criou uma campanha pública contra o Congresso.

Motta tinha uma estratégia voltada priorizar interesses parlamentares, o que aumentou o conflito com o governo, que por sua vez conseguiu fomentar mobilizações contra o Legislativo.

Além disso, antes do recesso parlamentar, o presidente da Câmara deu início à votação do PL da Dosimetria, que diminui a pena de condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro. Apesar de aprovada na Câmara e Senado, Lula vetou a proposta, que ainda pode representar um potencial ponto de atrito na relação entre os Poderes.

Relação entre Motta e Lula começou a mudar

Ainda antes do fim do recesso, Motta indicou um aliado político ao Ministério do Turismo e passou a adotar um discurso mais conciliador. O movimento pode resultar em uma reaproximação dos dois.

Além disso, o presidente da Câmara mostrou estar em linha com o governo ao afirmar que a PEC da Segurança Pública e a MP do Vale-Gás vão seguir na Casa. As pautas são prioridades do Planalto para a campanha eleitoral.

Para Motta, essa aproximação pode ajudá-lo a ter uma liderança mais ativa entre os deputados e marcar sua gestão. No entanto, aliados revelaram à CNN que o parlamentar quer o apoio de Lula para a candidatura de seu pai, Nabor Wanderley, o prefeito de Patos (PB), ao Senado neste ano.

Porém, o partido do presidente Lula já declarou apoio ao senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) e ao ex-governador João Azevêdo (PSB) para as vagas da Paraíba. Lula, contudo, não se manifestou publicamente.

Fontes próximas ao mandatário avaliam que Lula deve preservar sua relação com o deputado. Isso porque o Executivo vê Motta como uma parceria estratégica para avançar em certos projetos, além de diminuir os embates com o centrão.

Para o presidente da Casa, isso pode significar aumento do espaço na Câmara e uma possível recondução ao cargo de liderança.

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