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Geopolítica

Alckmin aponta espaço para ampliar relação comercial entre Brasil e Rússia

Vice-presidente defende aprofundamento de negócios bilaterais

Alckmin aponta espaço para ampliar relação comercial entre Brasil e Rússia

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que a relação econômica entre Brasil e Rússia tem bases estruturais e pode avançar além do cenário internacional atual. A declaração foi feita durante a abertura da VIII Reunião da Comissão de Alto Nível Brasil-Rússia (CAN).

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Segundo o InfoMoney, o comércio bilateral já é relevante, mas ainda não reflete o potencial das duas economias. Ele destacou que ambos os países possuem mercados internos robustos, ampla base produtiva e recursos naturais estratégicos.

“Parcerias sólidas não dependem apenas da conjuntura, mas de interesses estruturais bem compreendidos. Brasil e Rússia são economias de grande escala dotadas de ampla base produtiva, recursos naturais estratégicos, capacidade tecnologia e mercados internos relevantes”, afirmou.

Brasil busca ampliar intercâmbio e diversificar parcerias

O vice-presidente explicou que o governo brasileiro vem adotando uma política de neoindustrialização. A estratégia prevê uma indústria mais verde, digital e integrada às cadeias globais de valor.

Nesse contexto, ele avaliou que há margem para crescimento nas trocas comerciais. Alckmin citou que o fluxo bilateral alcançou cerca de US$ 11 bilhões em 2025, valor que considerou significativo, mas abaixo do que as duas economias podem alcançar.

“Essa combinação cria oportunidades concretas para ampliar, diversificar e qualificar nossa cooperação econômica e comercial. Nosso intercâmbio, embora relevante, ainda está aquém do potencial das duas economias. O comércio bilateral alcançou cerca de US$ 11 bilhões em 2025. Número expressivo, mas modesto diante das capacidades produtivas, tecnológicas e logísticas do Brasil e da Rússia”, disse.

Oportunidades para empresas dos dois países

Alckmin apontou setores com maior espaço para expansão. Do lado brasileiro, ele citou alimentos processados, máquinas, equipamentos, dispositivos médicos, tecnologia agrícola e soluções industriais.

Já para os investimentos russos no Brasil, o vice-presidente mencionou áreas como química, fertilizantes, energia, equipamentos industriais e infraestrutura. Para ele, a ampliação dessa cooperação pode fortalecer as economias e gerar ganhos mútuos no médio e longo prazo.

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