A China se manifestou nesta quinta-feira (05), afirmando sua oposição a ações de qualquer país que alterem a ordem econômica e comercial global por meio de normas criadas por grupos restritos.
Segundo a CNN, a declaração ocorre em uma coletiva de imprensa, após os Estados Unidos anunciarem planos para um bloco comercial preferencial de aliados voltado a minerais críticos.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, destacou a importância de um comércio internacional aberto, inclusivo e que traga benefícios amplos para todos os países, defendendo que essa abordagem serve aos interesses compartilhados pela comunidade global.
A saga dos minerais críticos
Na última quarta-feira (04), O Brasilianista publicou que autoridades norte-americanas receberam representantes de diversos países no Departamento de Estado para a Conferência Ministerial de Minerais Críticos.
O encontro foi aberto pelo secretário de Estado, Marco Rubio, e reflete a estratégia do governo Trump de criar uma área de comércio preferencial centrada nesse setor estratégico.
O foco dos Estados Unidos é reduzir a dependência de minerais críticos da China, que hoje são essenciais para várias cadeias industriais em escala global.
A proposta foi apresentada pelo vice-presidente JD Vance, que defendeu a criação de um acordo comercial envolvendo aliados e parceiros, com o objetivo de aumentar a autonomia industrial americana e estimular a produção entre os países participantes.
Por que apenas minerais críticos?
Mesmo que Vance não tenha citado a China diretamente, a preocupação do governo se relaciona à influência chinesa sobre o fornecimento de minérios e à vulnerabilidade das cadeias globais de suprimento, que podem ser interrompidas de maneira rápida e inesperada, muitas vezes fora do controle de governos.
O acesso a minerais críticos se tornou prioridade para a administração Trump, com importância equiparável à atenção dada às reservas de petróleo da Venezuela.
Países que aderiram ao acordo
Estados Unidos, União Europeia, México e Japão já apoiam a iniciativa de Trump, que prevê mecanismos como preços mínimos e subsídios para equilibrar o valor dos minerais estratégicos.
O Brasil e outros 54 países presentes na conferência de quarta-feira também receberam convite para participar, mas até o momento o governo brasileiro não divulgou posição sobre sua adesão ao acordo.

