Durante a Conferência Ministerial de Minerais Críticos, que ocorreu na última quarta-feira (04) nos Estados Unidos, o governo de Donald Trump revisitou a proposta norte-americana de criação de uma zona de comércio preferencial dedicada a minerais considerados estratégicos.
A iniciativa busca reduzir a concentração chinesa nesse segmento, hoje central para diversas cadeias industriais globais. O objetivo principal é diminuir o poder da China nessa área do consumo.
A proposta foi detalhada pelo vice-presidente JD Vance, que defendeu a formação de um arranjo comercial entre países aliados e parceiros. A ideia, segundo ele, é garantir maior autonomia industrial aos Estados Unidos e, simultaneamente, estimular a produção dentro do grupo participante.
Quem já aderiu ao acordo?
EUA, União Europeia, México e Japão já fazem parte do acordo que pode incluir preços mínimos e subsídios para compensar diferenças de valores nesses minerais críticos. As informações são da CNN.
Além desses, o Brasil e outros 54 países que participaram das reuniões da última quarta-feira também receberam convite para integrar a iniciativa.
No entanto, os representantes brasileiros não afirmaram se devem ou não participar do acordo.
Qual é a proposta de Trump?
Conforme mostrado pelo O Brasilianista, o plano apresentado inclui mecanismos econômicos como a definição de parâmetros mínimos de preço para esses minerais.
Segundo Vance, esses valores seriam sustentados por tarifas flexíveis, com o objetivo de evitar distorções no mercado e conter a entrada de produtos a preços muito baixos, prática que, na avaliação do governo, compromete a competitividade da indústria nacional.
Ele ainda destacou que os Estados Unidos teriam condições de levar adiante um acordo desse tipo de forma independente, mas ressaltou que a participação de outros países amplia a solidez e a eficácia da iniciativa.

