Em entrevista ao UOL News, nesta quinta-feira (05), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou o suposto ‘rombo’ no INSS após ser questionado pela jornalista Daniela Lima. Na época, a notícia envolvia Lulinha, filho do presidente, que teria recebido dinheiro por meio de Antônio Carlos Camilo Antunes, famoso como “Careca do INSS”.
Lula relembrou que a “falcatrua” do INSS ocorreu durante o governo do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (2019–2022), e que segundo ele, ao tomar conhecimento do caso, chegou a dizer a aliados que seria “a primeira vez na história do país que um governo pediria a abertura de uma CPI”.
Na avaliação do presidente, a comissão parlamentar de inquérito deveria ter sido proposta pelo próprio governo, com o objetivo de identificar quem integrava a suposta quadrilha. A ideia, no entanto, não teria sido bem recebida por lideranças do Partido dos Trabalhadores (PT).
“Quando saiu o nome do meu filho, eu chamei meu filho aqui e eu falo isso pra todo mundo. Olhei no olho do meu filho, e disse pra ele que só ele sabe da verdade”, afirmou Lula.
O presidente disse ainda ter deixado claro a Lulinha que, caso houvesse qualquer envolvimento criminoso, ele deveria “pagar o preço”. “Se você não tiver, se defenda”, reforçou.
Caso triplex (2017)
Lula também relembrou o episódio em que foi preso, em 2017, condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo envolvendo um triplex no Guarujá, que classificou como “a maior mentira jurídica da história deste país”.
Segundo o presidente, ele poderia ter deixado o Brasil, mas optou por permanecer para “desmascarar” o que considera uma injustiça.
O presidente afirmou ainda “ter fé” de que parte da imprensa brasileira terá coragem de pedir desculpas pelas “mentiras propagadas” e pelo que chamou de endeusamento de atores políticos naquele período.
“Quem trabalha comigo sabe que só existe um jeito de não ser molestado: trabalhar direito”, disse. Lula também declarou ter orgulho da atual equipe da Polícia Federal, afirmando que, se bem orientada, a instituição pode ser uma aliada dos brasileiros, caso contrário, alertou que pode cometer “falcatruas”.

