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Economia

Credores da Fictor articulam tirar CEO Rafael Góis da gestão do grupo

Nos bastidores, investidores dizem ter perdido a confiança na liderança e citam o aumento de riscos sem transparência da empresa

Credores da Fictor articulam tirar CEO Rafael Góis da gestão do grupo

Nos bastidores, investidores da Fictor, empresa que entrou com o pedido de recuperação judicial no domingo (01), estão tentando mudar o comando da empresa. A ideia é reformular a gestão, incluindo a saída do CEO, Rafael Góis.

O movimento ganhou força depois de críticas a decisões tomadas pela cúpula, que, na visão dos cotistas, aumentaram o risco dos investimentos sem aviso claro.

Segundo o UOL, os investidores reclamam que decisões tomadas pela atual gestão acabaram colocando em risco o dinheiro que eles colocaram na empresa.

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Para eles, o risco aumentou sem que isso fosse explicado forma clara. Há ex-assessores de investimento que dizem ter investido, juntos, cerca de R$ 800 milhões na Fictor.

Esses investimentos foram feitos através de contratos de Sociedade em Conta de Participação (SCP), um modelo em que uma parte fica responsável por tocar o negócio e tomar as decisões, enquanto os outros entram com o dinheiro e assumem os riscos.

No caso da Fictor, um dos CNPJs da própria empresa é o responsável direto pela operação.

Dívidas bilionárias

No pedido apresentado à Justiça, a Fictor declarou dívidas de R$ 4,2 bilhões, distribuídas entre mais de 13 mil credores. Aproximadamente 12 mil são detentores de contratos SCP, que somam cerca de R$ 2,5 bilhões, o equivalente a mais da metade do passivo informado.

O UOL também diz que a empresa encaminhou distratos de contratos SCP com datas retroativas. Na quinta-feira (05), investidores receberam e-mails com documentos de “rescisão amigável”. Apesar do envio recente, os textos mostram que a “rescisão” foi firmada em janeiro de 2026.

Parte dos cotistas optou por não assinar os documentos, que incluíam cláusulas de confidencialidade.

Qual a estratégia?

A ideia é processar a Fictor individualmente. Se a recuperação judicial for aceita, a estratégia é se unir para ter maioria na assembleia de credores, comandar as negociações e tentar tirar o CEO do cargo.

Também está no radar a criação de um modelo de gestão com participação direta dos credores. Na terça-feira, a Justiça deu os primeiros passos no caso.

O juiz, Adler Nobre, suspendeu temporariamente ações e bloqueios contra a empresa e mandou um perito analisar os documentos, inclusive para verificar possíveis irregularidades.

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