O Centro de Inteligência da Economia do Turismo (CIET), vinculado à Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo, estima que cerca de 4,7 milhões de pessoas devem circular por destinos paulistas durante o período festivo.
A projeção representa avanço próximo de 5% em relação ao ano anterior e prevê movimentação direta de aproximadamente R$ 7,3 bilhões na economia estadual.
O cálculo considera gasto médio individual superior a R$ 1,5 mil por visitante, somando despesas com hospedagem, alimentação, deslocamentos, compras e serviços ligados à atividade turística.
O levantamento reuniu informações de 140 municípios com programação carnavalesca relevante, abrangendo cidades do litoral, do interior, estâncias turísticas e grandes centros urbanos.
Segundo a pasta estadual, a distribuição de eventos por diferentes regiões fortalece um modelo descentralizado de turismo, que leva renda para além dos roteiros tradicionais. As informações são da Agência InfoMoney.
A avaliação também destaca ações ambientais adotadas pelas prefeituras: 88% informaram campanhas de conscientização ecológica e 90% relataram medidas para mitigar impactos em áreas sensíveis e patrimônios históricos.
Mobilização nacional deve ultrapassar 65 milhões de pessoas
De acordo com o Governo Federal, o Ministério do Turismo projeta que mais de 65 milhões de foliões participem das festas em todo o país, número 22% superior ao registrado no ano anterior.
As estimativas foram reunidas a partir de dados enviados pelas secretarias estaduais de turismo. As capitais concentram grande parte desse público.
Em São Paulo, a expectativa é superar a marca de 16 milhões de participantes, com mais de 600 blocos cadastrados.
No Rio de Janeiro, a previsão ultrapassa 8 milhões de pessoas nas ruas, com ocupação hoteleira próxima da capacidade máxima. Salvador, Recife, Olinda e Belo Horizonte também aparecem entre os principais polos de atração.
Em Minas Gerais, a capital mineira calcula público superior a 6 milhões de pessoas, com impacto econômico acima de R$ 1 bilhão.
Já no Nordeste, a capital baiana estima receber mais de 1 milhão de visitantes no período oficial, enquanto cidades pernambucanas combinam tradição cultural e forte presença de turistas.
Consumo cresce e varejo se prepara para demanda elevada
Segundo o portal Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o levantamento realizado com consumidores das capitais brasileiras indica que cerca de 41 milhões de pessoas pretendem gastar com produtos ou serviços ligados ao período festivo.
O estudo revela que 95% planejam comprar itens específicos e 88% desejam contratar algum tipo de serviço.
Entre os produtos mais citados estão bebidas não alcoólicas, cerveja, refeições fora de casa e itens para churrasco.
Nos serviços, destacam-se bares e restaurantes, transporte por aplicativo, cuidados de beleza, passagens e hospedagem.
Supermercados, lojas de bairro, compras pela internet e aplicativos de entrega aparecem como os principais canais de aquisição.
O gasto médio estimado ultrapassa R$ 1 mil por consumidor, embora quase metade ainda não tenha definido o valor que pretende desembolsar, o que abre espaço para decisões de última hora.
Viagens, meios de pagamento e preocupação com dívidas
Quase quatro em cada dez entrevistados pretendem viajar para outra cidade durante o feriado. Esse deslocamento supera o número dos que permanecerão na própria cidade ou optarão por descanso em casa, reforçando o papel do turismo no período.
A maioria dos pagamentos deve ocorrer à vista, com destaque para o uso do PIX e do cartão de débito. Ainda assim, cerca de um terço planeja parcelar despesas, principalmente no cartão de crédito.
O estudo também chama atenção para um ponto sensível: 32% dos consumidores que pretendem gastar possuem contas em atraso, e parte deles já está com restrições no nome.
Além disso, quase metade admite extrapolar o orçamento durante a festa, principalmente com alimentação, eventos e deslocamentos.
Segurança influencia comportamento do público
O receio de violência ou golpes aparece como fator relevante no planejamento dos foliões. Cerca de 79% declararam preocupação com roubos, agressões ou fraudes financeiras durante as celebrações.
Esse cenário tem levado consumidores a priorizar pagamentos digitais, evitar transporte de grandes quantias em dinheiro e redobrar atenção com pertences pessoais e transações eletrônicas.
Sustentabilidade e valorização cultural ganham espaço
Além da movimentação econômica, o levantamento do CIET destaca que a maior parte dos municípios paulistas adotou medidas ambientais durante a festa, como reforço na coleta de resíduos, instalação de sanitários ecológicos e controle de acesso a áreas naturais.
A pesquisa também indica que mais de 90% das cidades veem o período como instrumento de valorização das tradições locais, fortalecendo manifestações culturais e ampliando o envolvimento das comunidades.

