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Economia

IPCA sobe guiado pela gasolina; comer dentro e fora de casa ficou mais barato

Dados do IBGE mostram o que encareceu e o que diminuiu no bolso do brasileiro no começo de 2026

IPCA sobe guiado pela gasolina; comer dentro e fora de casa ficou mais barato

Os gastos com comida deram um respiro em janeiro. O grupo de Alimentação e Bebidas, que concentra 21,42% das despesas das famílias, apresentou desaceleração e ficou em 0,23%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE.

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Dentro de casa, a alta foi ainda menor, favorecida principalmente pela queda nos preços do leite longa vida, que recuou 5,59%, e do ovo de galinha, com baixa de 4,48%.

Apesar disso, alguns itens básicos pesaram mais no carrinho. O tomate disparou 20,52% no mês. As carnes também ficaram mais caras, com aumento médio de 0,84%, puxado pelo contrafilé, que subiu 1,86%, e pela alcatra, com alta de 1,61%.

Fora de casa, a alimentação também mostrou recuo, fechando o mês com variação de 0,55%. Mesmo assim, a refeição teve aceleração e chegou a 0,66%.

Dirigir ficou mais caro no início do ano

O IPCA iniciou 2026 com variação de 0,33%, repetindo o resultado observado no encerramento de dezembro de 2025. Na comparação com janeiro do ano anterior, quando o índice ficou em 0,16%, o avanço é perceptível.

No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação medida pelo IPCA alcançou 4,44%. Dois itens tiveram papel central nesse resultado:

  • A gasolina subiu 2,06%, refletindo a mudança no ICMS que entrou em vigor no primeiro dia de janeiro
  • A energia elétrica residencial registrou queda de 2,73%, após a troca da bandeira tarifária amarela pela verde, eliminando a cobrança adicional na conta de luz.

Como gasolina e energia elétrica têm peso relevante no orçamento das famílias, 5,07% e 4,16% do índice, respectivamente. O comportamento desses preços definiu o ritmo do mês.

Pressão no transporte urbano

Transportes apresentou a maior variação entre todos os segmentos, com alta de 0,60% e impacto de 0,12 ponto percentual no índice geral. O avanço ocorreu, principalmente, no aumento de 2,14% nos combustíveis.

Além da gasolina, também subiram o etanol (3,44%), o diesel (0,52%) e o gás veicular (0,20%). As passagens aéreas, recuaram 8,90%, e o transporte por aplicativo caiu 17,23%, depois de ambos terem já registrado aumentos expressivos em dezembro.

Já no transporte coletivo urbano, o preço do ônibus urbano avançou 5,14%, após reajustes em seis capitais brasileiras:

  • Fortaleza: 20,00%
  • Belo Horizonte: 8,70%
  • Rio de Janeiro: 6,38%
  • São Paulo: 6,00%
  • Salvador: 5,36%
  • Vitória: 4,16%

Altas em comunicação e saúde

Entre os grupos pesquisados, Comunicação teve a maior variação em janeiro, com alta de 0,82%. O aumento foi puxado principalmente pelos aparelhos telefônicos, que encareceram 2,61%, além dos reajustes nos combos de TV por assinatura, internet e telefonia.

Também houve elevação nos preços ligados à Saúde e Cuidados Pessoais, que subiram 0,70%. Dentro desse grupo, os itens de higiene pessoal avançaram 1,20%, enquanto os planos de saúde tiveram aumento de 0,49%.

Na direção oposta, alguns setores registraram queda. Habitação recuou 0,11%, influenciada pela redução na conta de energia elétrica residencial, e Vestuário apresentou diminuição de 0,25% nos preços.

Diferenças regionais

Entre as regiões, Rio Branco foi o local onde os preços mais avançaram em janeiro, com variação de 0,81%, resultado do aumento da energia elétrica e dos produtos de higiene pessoal.

Já Belém, teve a menor variação do país, com 0,16%, beneficiada principalmente pela queda na conta de luz e nas passagens aéreas.

INPC acelerou

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que reflete a inflação para famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos, fechou janeiro com alta de 0,39%, acima dos 0,21% registrados em dezembro. No índice, os alimentos subiram apenas 0,14%, enquanto os itens não alimentícios avançaram 0,47%.

No acumulado de 12 meses, o INPC chegou a 4,30%. Rio Branco apresentou a maior variação nesse período, com alta de 0,76%, enquanto Recife registrou o menor resultado, de 0,17%.

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