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Política

A empresa que une ACM Neto e João Roma

Quando ACM Neto era prefeito de Salvador e João Roma era seu chefe de gabinete, uma empresa os uniu: a Propeg

A empresa que une ACM Neto e João Roma

ACM Neto e João Roma mantém uma relação de idas e vindas. Já foram aliados, depois adversários na disputa pelo governo da Bahia em 2022. Agora, estão se reaproximando, com Roma sendo cotado para disputar o Senado na chapa que tem o neto de Antônio Carlos Magalhães como candidato ao governo baiano.

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Quando ACM Neto era prefeito de Salvador e seu chefe de gabinete era João Roma, uma empresa os uniu: a Propeg. Em 2015, Roma validou um aditivo contratual firmado entre a companhia e a Prefeitura soteropolitana.

O adicional foi firmado mesmo com o contrato de prestação de serviços de comunicação tendo sido assinado em 2014, ao custo de 50 milhões de reais. A Propeg foi responsável pelo marketing de ACM Neto na campanha de 2012 e atendeu órgãos públicos como Caixa, BNDES e Petrobras.

Apesar da experiência, a empresa não vencia licitações em Salvador. Após a chegada de Neto, foram R$ 150 milhões em contratos. A trajetória da agência Propeg na gestão municipal de Salvador está vinculada à formação de empresas que passaram a dominar contratos de publicidade e captação de recursos durante a gestão de ACM Neto.

A agência foi a responsável pela primeira campanha vitoriosa do ex-prefeito e possui um histórico de relações com seu grupo familiar. Em 2013, o então vice-presidente da Propeg, Alexandre Augusto Teixeira Gonçalves, deixou o cargo na agência por orientação de ACM Neto para estruturar novos negócios.

Essa transição resultou na criação e no controle de empresas como a Usina Digital e a Mago Comunicação (atual ATG), que assumiram serviços estratégicos na prefeitura. A experiência de Augusto na Propeg serviu para a implementação de modelos de negócio que geraram contratos de R$ 27 milhões em marketing digital.

Essa experiência também garantiu o controle sobre os patrocínios do Carnaval, onde a empresa passou a cobrar uma taxa de 20% sobre os valores pagos por patrocinadores. A saída do executivo da Propeg é apontada como o ponto de partida para a consolidação de um grupo de confiança dentro da estrutura de comunicação do município, mantendo a influência da linhagem técnica da agência nas contas públicas da capital baiana.

O Brasilianista permanece aberto para receber manifestações, posicionamentos ou esclarecimentos de todas os citados nesta reportagem. Caso queiram se pronunciar sobre o tema, os canais da redação estão à disposição.