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Política

Veja a agenda de depoimentos na CPI do Crime Organizado nesta semana

A CPI deve ouvir Raquel Lyra, além do governador e o secretário de segurança do Rio de Janeiro

Veja a agenda de depoimentos na CPI do Crime Organizado nesta semana

Nesta semana, o foco da CPI que investiga as facções e milícias no Brasil está voltado para as experiências estaduais. Nesta terça-feira (10), a partir das 9h, o colegiado recebe a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, que estará acompanhada de Alessandro Carvalho, secretário de Defesa Social.

De acordo com a Agência Senado, o convite partiu do relator, senador Alessandro Vieira, que protocolou o requerimento REQ 1/2025 para viabilizar essa conversa. A ideia de Vieira é transformar esses depoimentos em uma base de dados técnica e estratégica.

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O relator quer entender como as facções se movimentam em diferentes partes do país e quais são os grandes “nós” que os governadores enfrentam, sejam eles:

O senador destacou que é crucial olhar para as estratégias de inteligência que já estão em andamento, além de focar no combate à lavagem de dinheiro e na sintonia (ou falta dela) entre os estados e o governo federal.

Claúdio Castro na bancada

De acordo com O Brasilianista, na quarta-feira (11), também às 9h, o cenário muda para o Sudeste. O governador Cláudio Castro e seu secretário de Segurança, Victor Santos, prestarão depoimento.

Por ser um estado onde a atuação de grandes facções é histórica e complexa, o Rio é visto como uma peça-chave para a CPI entender como esses grupos se estruturam, ganham território e se articulam além das fronteiras estaduais.

A comissão, liderada pelo senador, Fabiano Contarato, não vai parar por aí. O cronograma de oitivas é extenso e inclui os governadores de Amapá, Bahia, Ceará, Alagoas, Paraná e Rio Grande do Sul, Distrito Federal e São Paulo.

Até agora, o governador catarinense Jorginho Mello e o ex-governador fluminense Anthony Garotinho já passaram pela comissão.

A CPI pretende desvendar como as milícias e facções funcionam por dentro e como exercem sua rede de influência em todo o Brasil. No fim das contas, todo esse material colhido servirá para fundamentar novas leis e políticas públicas que realmente fortaleçam a segurança pública nacional.

Banco Master na mira do CPI

O Brasilianista também anunciou que a CPI do Crime Organizado agora mira no Banco Master. O relator da comissão, senador Alessandro Vieira, disse que o plano de trabalho já previa investigar como o crime organizado se infiltra nos Três Poderes.

Segundo ele, isso acontece frequentemente por meio de contratos com escritórios de advocacia e movimentações via fintechs. Para Vieira, o Banco Master atuava lavando dinheiro ilícito e financiando diversos atores, tanto do meio político quanto de fora dele.

A instituição financeira está sob os holofotes por uma fraude bilionária, estimada em R$ 12 bilhões. O esquema envolve venda de cartas de crédito e títulos sem qualquer garantia real e aumentos de capital fictícios, baseados em lucros que não existiam.

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