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Brasil e China aproximam relações para estimular Inteligência Artificial

A busca por cooperação com empresas do país asiático surge como uma oportunidade de avançar na elaboração de novas tecnologias

Brasil e China aproximam relações para estimular Inteligência Artificial

Encontro entre empresas do Brasil e da China discutiram a implementação de políticas públicas para promover a soberania tecnológica da Inteligência Artificial. As deliberações surgem como uma tentativa de acordo de cooperação bilateral entre os dois países no setor da tecnologia.

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Na oportunidade, os participantes conversaram sobre infraestrutura computacional em IA e modelos de IA. Fizeram parte dos debates e das rodadas de negócios, as empresas Huawei, Iflytek, Petrobras, Magalu, Ceia, Cimatec, Widelabs, CPQD, Eldorado, Positivo e SoberanIA.

Articuladas pelo Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) e pela Casa Civil da Presidência da República, a reunião foi intitulado como Brazil Application Cooperation Centre on Artificial Intelligence, em traduçãolivre, Centro de Cooperação em Aplicações de Inteligência Artificial Brasil-China.

Tecnologias 4.0

O evento abriu portas para a continuação de novos debates, que haviam sido paralisadas no último ano. De acordo com o secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do MDIC, Uallace Moreira, o intuito da promoção do encontro foi incentivar estratégias para desenvolver tecnologias de ponta ligadas à indústria 4.0, no escopo das missões da Nova Indústria Brasil (NIB), especialmente a Missão 4 (Transformação Digital).

“Essas parcerias com empresas nacionais e multinacionais são importantes, desde que o Brasil ganhe com isso”, frisou. Além disso, o secretário falou sobre a importância do programa Redata para a construção de datacenters no Brasil.

O planejamento do Redata, lançado em 2025, busca impulsionar o crescimento nacional em áreas estratégicas da Indústria 4.0, com os seguintes pontos:

  • Política estruturante para mais segurança e soberania no tratamento e armazenamento de dados no país;
  • Empresas beneficiadas terão que investir 2% de seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento nas cadeias produtivas digitais no Brasil;
  • Ao menos 10% dos serviços deverão ser reservados para o mercado interno;
  • Projetos terão que cumprir exigências de sustentabilidade, com energia renovável ou limpa, além de eficiência hídrica.

Visões de riscos e oportunidades

O Brasil tem voltado sua atenção aos avanços da Inteligência Artificial diante das preocupações com os impactos no mercado de trabalho. Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, para acompanhar a projeção de criação de cerca de 170 milhões de novos empregos até 2030, será necessário investir em novas tecnologias e fazer a integração à rotina profissional.

Está em andamento o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, do governo federal, com o intuito de investir R$ 23 bilhões até 2028 para alcançar o domínio das tecnologias de IA e acompanhar a evolução. A iniciativa prevê a criação da “nuvem soberana”, plataforma para o armazenamento de dados do país.

Infraestrutura e modelos de IA

De acordo com o Ministério da Indústria, Comércio e Serviços, a busca por cooperação com empresas da China surge como uma oportunidade de avançar na elaboração de novas tecnologias de Inteligência Artificial. O país asiático é conhecido por ser ter grandes empresas consideradas vanguardas da tecnologia mundial.

As deliberações buscam ampliar oportunidades para as empresas brasileiras em áreas como infraestrutura tecnológica e conectividade, assim como soluções de IA para eficiência operacional e melhoria de serviços, além de soluções para uso e compartilhamento de dados.

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