O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que o leilão do terminal de contêineres Tecon Santos 10, no Porto de Santos, deve ocorrer apenas em maio. O edital está em fase final de modelagem pela pasta em conjunto com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e deverá ser apresentado ao presidente Lula após o Carnaval, com publicação prevista para o início de março.
Além de Santos, o governo prevê ainda neste ano leilões nos portos de São Sebastião (SP), Fortaleza (CE) e Itajaí (SC), reforçando a estratégia de ampliar a participação privada na infraestrutura portuária.
No setor de transportes terrestres, o ministro Renan Filho afirmou que 2026 será marcado pelo protagonismo das ferrovias. A previsão é realizar 20 leilões neste ano, sendo oito no segmento ferroviário e os demais em rodovias. Segundo o ministro, a expansão da malha ferroviária é fundamental para o desenvolvimento do Brasil central e ganha atratividade diante da redução de grandes ativos rodoviários disponíveis para concessão. A retomada das concessões ferroviárias é vista como um marco para o setor.
Leilão de energia gera divergência
Já no setor elétrico, os preços definidos para o principal leilão de geração de energia deste ano provocaram reação negativa de parte do mercado. Analistas afirmam que as remunerações previstas ficaram entre 20% e 47% abaixo das projeções, o que poderia reduzir o interesse no certame.
Entidades representativas dos consumidores, por outro lado, defendem que os valores estão alinhados ao histórico de leilões anteriores. A divergência reacende o debate sobre equilíbrio entre modicidade tarifária e atratividade para investidores.
INSS prepara “leilão do consignado”
O INSS trabalha em um novo modelo de crédito consignado para aposentados e pensionistas, inspirado no sistema adotado para trabalhadores com carteira assinada. A proposta, apelidada de “leilão do consignado”, permitirá que beneficiários comparem ofertas de diferentes instituições antes de contratar o empréstimo.
O objetivo é reduzir o assédio comercial e aumentar a concorrência entre bancos, potencialmente diminuindo taxas de juros. O projeto está sendo desenvolvido em parceria com a Dataprev e discutido com instituições financeiras.
BNDES financia maior planta de baterias do país
No campo da transição energética, o BNDES aprovou financiamento de R$ 280 milhões para a WEG reformar uma planta industrial e construir, em Itajaí (SC), a maior unidade de sistemas de armazenamento de energia em baterias do Brasil.
O recurso será concedido via programa BNDES Mais Inovação e representa o primeiro projeto contratado por meio de chamada pública voltada a iniciativas de descarbonização e transição energética, conduzida em parceria com a Finep.
Haddad sinaliza debate sobre renda básica
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, começou a delinear o que pode se tornar o eixo da política fiscal em um eventual quarto governo Lula: a unificação de programas sociais com migração para um modelo de renda básica.
A proposta ainda está em estágio inicial e dependerá do cenário econômico e político pós-eleições. Também não está definido se a tese será incorporada à campanha eleitoral. Especialistas avaliam que a eventual reformulação exigirá amplo debate político e forte articulação no Congresso.
Reportagens publicadas por Valor Econômico, Folha de S.Paulo e O Globo mostraram a agenda econômica da semana.

