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Economia

Câmara aprova novas regras do setor químico e petroquímico do país; veja o que muda

Novos direcionamentos mudam durante o ano de 2026 para impostos e limita a renúncia fiscal

Câmara aprova novas regras do setor químico e petroquímico do país; veja o que muda

Na última terça-feira (10), a Câmara aprovou novas regras para o setor químico e petroquímico, que vão valer durante a transição do antigo REIQ (Regime Especial da Indústria Química) para o novo PRESIQ (Programa Especial de Sustentabilidade da Indústria Química).

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Segundo a Agência Câmara, o PLP 14/26 define um cronograma gradual de redução das alíquotas de PIS e Cofins: até fevereiro de 2026, elas somarão 8,52%, caindo para 3,45% a partir de março. A proposta segue agora para análise no Senado.

O projeto é de autoria do deputado Carlos Zarattini (PT-SP) e foi aprovado com substitutivo do relator, deputado, Afonso Motta (PDT-RS). Zarattini destacou que a medida beneficia toda a indústria de base do país, e não apenas um grupo específico. Segundo ele, o projeto é essencial para o desenvolvimento industrial do Brasil.

Detalhes do processo

O texto inclui detalhes de como será organizado essas novas regras, incluindo:

  • Serão usados R$ 1,1 bilhão: já garantidos no orçamento anual e destinados a créditos tributários para indústrias do REIQ;
  • Serão usados R$ 2 bilhões vindos da Lei Complementar 224/25, que cortou 10% de vários incentivos federais para equilibrar as contas;
  • Se o limite de custo for atingido, o benefício é suspenso automaticamente no mês seguinte;
  • Alíquotas (PIS/Cofins) terão vigência de março a dezembro de 2026;
  • Serão substituídos trechos vetados anteriormente pelo Presidente Lula que haviam sido barrados por falta de previsão orçamentária;
  • Será válido para o mercado interno e importações (PIS/Cofins-Importação) de insumos como nafta, parafina e outros produtos químicos;
  • O projeto desobriga a apresentação de estimativa de beneficiários ou metas econômicas, sociais e ambientais;
  • Não será necessário demonstrar impacto em desigualdades regionais ou criar sistemas de monitoramento e transparência;
  • Dispensa exigências recentes da Lei de Responsabilidade Fiscal e da LDO de 2026.

Prazo de validade

Motta, ressaltou que o efeito da medida é temporário, evitando que a política existente seja interrompida de forma abrupta e garantindo previsibilidade para as empresas e estabilidade econômica durante a transição.

Além disso, destacou ainda que a indústria química é o terceiro setor industrial que mais contribui com impostos no Brasil, com arrecadação anual de cerca de R$ 40 bilhões.

O setor representa aproximadamente 11% do PIB industrial, mas enfrenta um déficit na balança comercial de produtos químicos de US$ 44,1 bilhões em 2025, devido ao aumento das importações.

O relator enfatizou que o projeto define claramente o teto da renúncia de receita para 2026 e indica os mecanismos de compensação, garantindo transparência e previsibilidade orçamentária.

Como não haverá efeitos nos anos seguintes, a medida mantém seu caráter excepcional e transitório. O impacto financeiro se restringe a 2026, quando a renúncia de R$ 3,1 bilhões será compensada por arrecadação ao longo do ano.

Por outro lado, o deputado Gilson Marques (Novo-SC) criticou a iniciativa, argumentando que a solução poderia ser obtida apenas com a análise do veto do presidente Lula ao projeto que criou o PRESIQ (Lei 15.294/25).

Segundo ele, não faria sentido aprovar outra lei que beneficie uma empresa específica em detrimento do setor.

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