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Política

Flávio Bolsonaro detalha plano econômico e faz críticas a Lula em evento com empresários

Senador apresentou propostas para reduzir despesas públicas, defendeu mudanças em benefícios assistenciais e comentou política internacional

Flávio Bolsonaro detalha plano econômico e faz críticas a Lula em evento com empresários

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou, nesta quarta-feira (11), em São Paulo, as principais diretrizes econômicas que pretende adotar caso dispute o comando do país. Em encontro com empresários, ele destacou propostas como redução de gastos públicos, diminuição de impostos, privatizações e uma política externa baseada no pragmatismo. Durante o evento, o parlamentar também criticou medidas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e comentou a manutenção de programas sociais.

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A proposta central da agenda apresentada pelo senador envolve o que ele chamou de “tesouraço” nas contas públicas. A ideia, segundo ele, seria reduzir despesas governamentais, simplificar processos administrativos e diminuir a carga tributária. O objetivo, conforme explicou, é estimular investimentos e ampliar o empreendedorismo no país.

De acordo com informações da CNN Brasil, o senador não detalhou quais gastos seriam reduzidos nem quais impostos poderiam ser cortados. Ainda assim, afirmou que a intenção é reduzir o tamanho da máquina pública e revisar despesas consideradas excessivas.

Flávio afirmou que pretende rever cargos comissionados e gastos que considera desnecessários. “Quando eu uso a expressão ‘tesouraço’, é porque, sim, tem que cortar a carga tributária e a burocracia. Tem que cortar cargos em comissão e gastos em excesso. Lula criou ou aumentou mais de 29 impostos em 3 anos de governo, hoje a reforma tributária coloca um profissional liberal numa condição de sócio minoritário do seu próprio negócio”, disse.

Programas sociais e críticas ao Governo Federal

Durante a apresentação, o senador afirmou que pretende manter programas sociais voltados à população de baixa renda, mas com mudanças para incentivar a autonomia financeira dos beneficiários. Segundo ele, a proposta é transformar esses benefícios em instrumentos temporários de apoio.

“Programas como o Bolsa Família serão mantidos enquanto as pessoas precisarem. Mas vamos mostrar, como o presidente Bolsonaro mostrou, que essas pessoas podem caminhar com as próprias pernas sem depender do Estado”, disse. Ele também defendeu ajustes no modelo atual, sugerindo que os programas funcionem como incentivo à inserção no mercado de trabalho.

Ao comentar a política social do Governo Federal, Flávio criticou a ampliação de benefícios e questionou a sustentabilidade das contas públicas. Para o senador, o crescimento das despesas comprometeria a capacidade de investimento do país nos próximos anos.

“Ele está dando um vale gás, fazendo um assistencialismo barato, mas tá dando com uma mão e tirando com outra. O Lula promete que vai dar café da manhã, almoço e janta desde 2002. Quer dizer, o PT governou o país por 17 anos e não conseguiu dar o que promete”, criticou.

Flávio também questionou mudanças no sistema tributário sancionadas pelo Governo. Na avaliação dele, medidas voltadas à tributação não teriam alcançado os objetivos anunciados e teriam impacto negativo sobre a população de menor renda.

Privatizações, investimentos e política externa

Outro ponto abordado pelo pré-candidato foi a possibilidade de ampliar privatizações. Segundo Flávio Bolsonaro, eventuais processos de venda de estatais devem ser analisados individualmente, considerando as características de cada empresa e o interesse econômico envolvido.

Ele destacou ainda a importância de explorar o potencial brasileiro na produção de minerais estratégicos, como as chamadas terras raras. O senador defendeu a ampliação de parcerias entre o setor público e a iniciativa privada para aumentar o valor agregado desses recursos e reduzir a dependência da exportação de matérias-primas.

“Temos que olhar caso a caso. Vejo pelo mundo uma tendência de protecionismo. Estão na moda as terras raras, e o Brasil tem a segunda maior reserva, só perde para a China. Precisamos ter investimento público nesta área. Não estou falando que vou fazer uma estatal, claro que não. Mas precisamos de parcerias público-privadas”, ponderou.

No tocante ao campo das relações internacionais, o senador afirmou que adotaria uma postura pragmática, priorizando diálogo com diferentes potências globais.

“Eu, se presidente, não vou ter problema nenhum em me reunir com todas as potências. Tenho que sentar com os Estados Unidos, com a China, com Israel, com o mundo árabe, com a Europa”, concluiu.

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